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Testemunhas do ‘Caso Raphael’ estão com medo de represálias

O juiz Mauro Antony explicou que o julgamento poderá acontecer sem a presença das testemunhas e que elas poderão ser penalizadas com multas arbitradas pelo juiz ou ainda serem enquadradas no crime por desobediência com pena de retenção de 15 dias a seis meses. 27/06/2012 às 07:53
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Raphael Souza, em entrevista recente concedida à TV A Crítica, negou a participação dele na execução do traficante Cleomir Bernardino, o “Caçula”, no São Jorge
jornal a crítica Manaus

Testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público, no processo da morte do suposto traficante de droga Cleomir Bernardino, estão ameaçando não comparecer ao julgamento dos réus Raphael Wallace Souza; Mário Jorge Pessoa da Costa o “Môa”; e Mário Rubens Nunes da Silva, o “Mário Pequeno”, que está marcado para acontecer nesta quinta-feira (28)-. Eles temem possíveis represálias.

Nesta terça (26) a informação passada pelo cartório do 1º Tribunal do Júri, é de que se elas deixarem de comparecer, poderão ser conduzidas coercitivamente, caso a acusação queira.

O juiz Mauro Antony explicou que o julgamento poderá acontecer sem a presença das testemunhas e que elas poderão ser penalizadas com multas arbitradas pelo juiz ou ainda serem enquadradas no crime por desobediência com pena de retenção de 15 dias a seis meses. A informação do cartório é de que nesta terça (26) já haviam sido expedidas todas as notificações para as testemunhas do processo.

Funcionários do cartório da 1ª Vara do Júri informaram que já está tudo pronto para o julgamento de Raphael, Môa e Mário Pequeno. Um grande número de pessoas, estudantes, advogados, amigos e familiares dos réus e da vítima, são esperados. A capacidade do plenário é para  250 pessoas. A imprensa não poderá fazer imagens, para preservar a imagem dos jurados e das testemunhas.

O julgamento de Raphael, “Moa” e “Mário Pequeno” está sendo considerado como um dos mais complexos deste ano, em virtude de os mesmos terem os nomes envolvidos na série de crimes atribuídos à suposta organização criminosa comandada pelo ex-deputado estadual Wallace Souza (já falecido), pai de Raphael.

O crime
O suposto traficante de droga Cleomir Pereira Bernardino, 50, o “Caçula”, foi executado com 17 tiros de pistola calibre 380. O crime aconteceu por volta das 22h30, do dia 15 de janeiro de 2007, em frente a casa onde ele morava, na rua Ambrósio Aires (antiga rua da Cachoeira), no São Jorge, Zona Oeste.