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Manaus
TRAGÉDIA

Testemunhas relataram que delegado Sotero assediou esposa de advogado, diz OAB

O presidente da OAB destacou que o delegado Gustavo Sotero "executou" o advogado e não agiu em legítima defesa. O corpo de Wilson foi enterrado neste domingo (26) 26/11/2017 às 14:33 - Atualizado em 26/11/2017 às 15:55
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Testemunhas contaram que o delegado estava transtornado no bar (Foto: Reprodução/A Crítica)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Testemunhas que presenciaram a morte do advogado Wilson Justo Filho durante tiroteio no bar do Porão do Alemão relataram que o delegado Gustavo Sotero assediou a esposa da vítima na madrugada desse sábado (25), em Manaus. A informação foi confirmada na manhã deste domingo (26), pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Amazonas (OAB), Marco Aurélio Choy.

Segundo o representante da OAB, os relatos das testemunhas serão acrescentados no inquérito policial do caso. "Existe um vídeo que mostra o advogado desferindo um soco contra o delegado, mas ninguém agride alguém do nada. Houve uma provocação inicial. Testemunhas relataram que o delegado assediou a esposa do Wilson, pois estava transtornado no local. Depois ele teria reagido", explicou o presidente da OAB.

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Durante depoimento nesse sábado (25), o delegado Gustavo Sotero afirmou que foi surpreendido com um soco e que chegou a pedir para o advogado parasse a agressão. Sobre o assunto, Choy destacou que a autoridade policial "executou" Wilson.

"O delegado podia reagir de várias formas aquele soco. Ele podia dar voz de prisão, dar outro soco, ter dado um tiro para cima ou no pé do Wilson, mas decidiu com todo treinamento que tem como profissional, a desferir tiros contra o advogado. Não há possibilidade de legítima defesa. Houve uma execução",  destacou Choy.

Ainda de acordo com o presidente da OAB, o que aconteceu no bar do Porão do Alemão, é um "caso isolado" envolvendo policiais. Ele também ressaltou mais uma vez que a Ordem dos Advogados acompanhará todo o processo do crime.

"Esse caso não mancha as atividades dos policias do Estado do Amazonas. Temos grandes policiais. Isso é uma situação isolada. Desde ontem estamos acompanhando este caso. A OAB vai participar como assistente de acusação desse caso. A gente espera que o delegado vá para júri popular", completou.

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