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Manaus
Paralisação trabalhadores

Trabalhadores de obra paralisam atividades e ameaçam fechar avenida na Zona Leste de Manaus

De acordo com Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil no Amazonas, parte do acordo fechado com construtora não foi cumprido 07/02/2012 às 15:42
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Trabalhadores paralisam atividades em canteiro de obras em Manaus
Cassandra Castro Manaus

Um acordo no fim da manhã desta terça-feira (7) encerrou com a paralisação de trabalhadores de um canteiro de obras localizado na Alameda Cosme Ferreira, na Zona Leste de Manaus.  Depois de uma reunião da qual participaram representantes do Sindicato dos Trabalhadores, da Superintendência Regional do Trabalho e da Construtora responsável pela obra, os operários aceitaram retornar aos trabalhos na quinta-feira(9).

De acordo com o superintendente da SRT-AM, Dermilson Chagas, um ponto eletrônico vai ser instalado no local até o dia 20 de fevereiro. Durante este período, o horário dos trabalhadores bem como o registro de horas extras serão feitos manualmente em um livro. O superintendente ainda afirmou que a construtora se comprometeu em quitar os atrasos de pagamentos até o dia 3 de março. Outra reivindicação dos trabalhadores relacionada às refeições, foi atendida. A construtora irá trocar a empresa que fornece alimentação aos operários.

Cerca de 400 trabalhadores de uma obra localizada em frente ao Conjunto Tiradentes, na Zona Leste de Manaus, pararam as atividades na manhã desta terça-feira (07).  Eles alegam que parte do acordo fechado entre a empresa contratante e o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil não foi cumprido. A reunião na qual foi fechado o acordo está registrada em ata e foi realizada no dia 6 de janeiro de  2011. Os operários trabalham no canteiro de obras do Residencial Arboretto.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Simtracomec), Cícero Custódio, entre as reivindicações dos trabalhadores está o pagamento agora em fevereiro da produção dos meses de novembro e dezembro.  Os operários também reclamam de outras situações relacionadas às condições de trabalho na obra.

Ainda de acordo com Cícero Custódio, representantes do Sindicato teriam sido impedidos de entrar no canteiro de obras.  O superintendente regional do Trabalho e Emprego no Amazonas, Dermilson Chagas também está no local. De acordo com ele, os trabalhadores também reclamam de que não há relógio de ponto na obra e de não está sendo feito o pagamento correto das horas trabalhadas. Dermilson Chagas afirmou que casos como o denunciado nesta manhã são muito comuns em Manaus que possui mais de 700 obras em andamento na área da construção civil.  A SRT-AM vai fazer uma mediação entre os trabalhadores e a empresa e verificar as denúncias feitas. Se forem constatadas as irregularidades e a empresa não entrar em acordo com os trabalhadores, a empresa será multada.  O valor da multa ainda vai ser estipulado porque só será definido depois de ser verificada a situação no local.

Construtora

A assessoria da Capital Rossi, construtora envolvida na paralisação, afirmou por meio de nota que a obra está em seu curso normal e que os pagamentos estão sendo cumpridos integralmente de acordo com o que foi acordado com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.

A construtora disse ainda que o pedido de alteração no cardápio será atendido nos próximos dias e que a visita dos representantes do Simtracomec e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego ocorreu normalmente como uma prática usual.