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Trabalhadores estrangeiros 'invadem' mercado de trabalho no Amazonas

No primeiro trimestre deste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concedeu 1.264 autorizações de trabalho para profissionais estrangeiros 14/06/2012 às 10:20
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Estado autorizou a entrada de 1.264 no primeiro trimestre
CIMONE BARROS ---

O Amazonas é terceiro Estado que mais recebeu trabalhadores estrangeiros, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro com 6.345 e 5.946 concessões, respectivamente. Das 1.264 autorizações aos estrangeiros no Estado, os haitianos, que buscaram refúgio no Brasil após os terremotos que devastaram o país em 2010, responderam por 1.082 (em todo o Brasil foram 1.395 autorizações), o que representa 85,6% das permissões. No primeiro trimestre de 2011, eles já eram a maioria, mas na ocasião com apenas 166 autorizações. Todas as autorizações concedidas pelo Conselho Nacional de Imigração (CNIg) aos haitianos no Amazonas, porta de entrada deles no País e também onde boa parte permanece, são classificadas como situações especiais pelo MTE.

De acordo com o padre da Igreja Católica São Geraldo, até o momento já passaram por Manaus cerca de 5 mil haitianos, mas só a metade deles ficou na cidade. “Aqui temos gente na construção civil, indústria, trabalhando como carregadores em transportadoras, como mecânicos e eletricistas. Boa parte tem profissão, mas a maioria não”, contou o padre.

Conexão
Os outros imigrantes foram em busca de melhores oportunidades de trabalho em Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Para os dois últimos, foram enviados cerca de 800 haitianos com trabalho garantido, passagens pagas, além de alojamento e alimentação gratuitos por dois ou três meses. A paróquia São Geraldo e a pastoral do Migrante fazem acolhimento e também encaminhamento deles ao mercado. Os japoneses, que em 2009 lideravam com mais da metade das autorizações do ano (305 de 568), agora estão com 84 vistos (6,6%), seguidos por China (8), Coreia do Sul (7), Estados Unidos (5) e outros (75).

A maioria desses trabalhadores é profissional especializado e do alto escalão, que vem para atuar principalmente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Mas com a alta do dólar e a desaceleração econômica ficou muito caro para as empresas trazê-los. Segundo a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-AM), Elaine Jinkings, outro motivo é que eles vêm para implantar projeto, tecnologias e como esse movimento foi maior no ano passado, os profissionais locais estão “tocando” as atividades.

Atividades mais demandas

 Depois das 1.083 autorizações de trabalho no Amazonas para as situações especiais, a assistência técnica por prazo de até 90 dias (sem vínculo empregatício) ocupou a segunda posição no tipo de situação das autorizações concedidas no periodo (110). Na sequência, segundo dados do Ministério do Trabalho, estão as seguintes atividades: assistência técnica, cooperação técnica e transferência de tecnológica sem vínculo empregatício (29), especialista com vínculo empregatício (19), administradores, diretores, gerentes e executivos com poderes de gestão e concomitância (11), estrangeiro na condição de artistia ou desportista, sem vínculo (5) e outros (7). Conforme os dados do MTE, ao contrário do trimestre do ano anterior, quando houve uma pessoa física que injetou na economia local R$ 304,2 mil, este ano não teve investimento. No País, os estrangeiros (pessoa física) investiram R$ 41,2 milhões no primeiro trimestre, aumento de 15,3% em relação a igual intervalo de 2011, quando foram aplicados R$ 35,2 milhões.