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Tráfico pode movimentar até R$ 150 mil por pessoa em Manaus

O que parece um negócio rentável, no entanto, pode ter como consequência um longo período de reclusão que vai de cinco a 15 anos, além de acarretar em multa de R$ 500 a R$ 1,5 mil, conforme artigo 33 da Lei 11.343/2006 07/11/2012 às 19:30
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800 papelotes de maconha, cinco porções de pasta base, uma porção de raxixe e material para a fabricação da droga foram encontradas pela polícia
Ana Carolina Barbosa Manaus

Cerca de R$ 150 mil. Essa é a estimativa de movimentação mensal de um ‘pequeno’ traficante em Manaus, segundo informou o delegado Sandro Sarkis, titular do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil do Amazonas. O que parece um negócio rentável, no entanto, pode ter como consequência um longo período de reclusão que vai de cinco a 15 anos, além de acarretar em multa de R$ 500 a R$ 1,5 mil, conforme artigo 33 da Lei 11.343/2006.

A referida lei institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad); prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências.

De acordo com o delegado, que esteve à frente da ‘Operação Refrigerar’, deflagrada no último dia 1º e que resultou na prisão de 11 pessoas, na referida dada, e outras seis em seguida, além de apreender três menores, apenas essa quadrilha movimentava cerca de R$ 70 mil por semana, ou, R$ 280 mil por mês. Ela atuava nas zonas Sul, Centro-Oeste e Norte de Manaus e era comandada por presidiários via telefone e informantes (intermediadores).


Sarkis explicou que durante a operação foram apreendidos R$ 9,7 em espécie, três notebooks, um veículo, uma motocicleta, material para o preparo e comercialização da droga (balança de precisão, rejunte, bicarbonato de sódio, pasta base de cocaína e 80 trouxinhas de maconha prensada pronta para comercialização, entre outros).

O delegado explicou que o contato para o funcionamento da rede fora do presídio era feito a partir de celulares e de namoradas e familiares de três traficantes identificados como Dri (Adriano), Neguinho e um terceiro cujo nome não foi informado, os quais encontram reclusos em presídios estaduais, mas, ainda assim, conseguiram orientar a quadrilha que operava do lado de fora, atuando no tráfico de drogas e crimes de pistolagem (homicídio).

Sarkis destacou o esforço da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), polícias e Ministério Público para coibir a ação desses criminosos, que mesmo presos, conseguem ter acesso aos comparsas e articular novos crimes. Contudo, informou que esses têm adotado novos mecanismos para burlar a lei, mesmo encarcerados. Prova disso são “os celulares apreendidos a cada vistoria realizada nos presídios”.

O quê diz a lei?

O tráfico de entorpecentes é citado no artigo 33 da Lei 11.343/2006, o qual prevê  o seguinte: “ importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa”.