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Transporte executivo de Manaus teme ser ‘exterminado’

Federação da categoria quer mostrar projeto de viabilidade do sistema para Amazonino, que pretende retirá-lo de operação 20/03/2012 às 07:37
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Categoria dos executivos quer contato direto com o prefeito Amazonino
CAROLINA SILVA Manaus

A Federação das Cooperativas de Transporte do Amazonas (Fecootram) pretende encaminhar ao prefeito Amazonino Mendes um projeto para comprovar a viabilidade do sistema executivo em Manaus para que a modalidade não seja “exterminada”.

No último domingo, o prefeito declarou que pretende retirar os executivos de operação visando melhorias no transporte público. Além disso, a presidente da Fecootram, Walderísia Melo, afirmou que a prefeitura não pode acabar com o sistema já que a Lei nº 1361 de 21 de julho de 2009  do Serviço de Transporte Coletivo de Passageiro, na modalidade Especial Executivo, foi criada pela Prefeitura de Manaus, exatamente no início da gestão de Amazonino Mendes.

“O prefeito foi infeliz em fazer esse anúncio. Essa lei foi sancionada por ele com objetivo de oferecer um transporte opcional aos usuários. Nós entendemos que ele quer reorganizar o sistema de transporte em Manaus. Mas ele tem que ver que são várias famílias que dependem da renda desse transporte”, comentou Walderísia.

Segundo a presidente da Fecootram, com o afastamento de Marcos Cavalcante da Superintendência Municipal de Transporte Urbanos (SMTU) no último sábado, a categoria quer um diálogo direto com o prefeito para discutir a permanência desse serviço aos usuários.

Durante a entrega de 366 novos ônibus do transporte público, Amazonino Mendes afirmou, ainda, que a tendência também será retirar de operação os micro-ônibus do sistema alternativo, os “amarelinhos”.

Mototáxis aguardam a regularização
Enquanto a prefeitura discute a permanência ou não dos executivos e alternativos, os mototaxistas ainda aguardam a regulamentação da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Mototaxistas, Orlando Bindá, a categoria espera uma decisão do prefeito Amazonino.

Bindá frisa que a regulamentação requer atenção para acabar com as irregularidades na atividade, e que as cooperativas têm sido prejudicadas por mototaxistas irregulares: “Quem não é cooperado acaba exercendo a profissão sem habilitação, com idade abaixo da permitida e até mesmo usando-a como disfarce para a prática de crimes como assaltos”.