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Treinamento desenvolvido por coronel da PM de São Paulo será usado no AM para capacitar policiais para a Copa de 2014

“O Método Giraldi veio para ensinar o policial a usar a arma de fogo para servir e proteger a sociedade e a si próprio, a preservar a vida, a liberdade e a segurança do cidadão, e a evitar tragédias”, disse o coronel Giraldi, idealizador do método 16/06/2012 às 18:07
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Segundo Giraldi, o método faz com que o policial seja mais justo em suas escolhas
Joana Queiroz Manaus

Policiais Militares do Amazonas vão aprender técnicas de tiros por meio do Método Giraldi que, segundo o seu idealizador,  o coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo, Nilson Giraldi, se colocado em prática, obriga o policial a usar arma de fogo para se defender e defender a sociedade, evitando mortes. “O Método Giraldi veio para ensinar o policial a usar a arma de fogo para servir e proteger a sociedade e a si próprio, a preservar a vida, a liberdade e a segurança do cidadão, e a evitar tragédias”, disse o coronel.

O método foi criado com base em estudos que demonstraram que 100% de pessoas inocentes que são mortas por policiais militares não precisavam ter morrido e, 100% dos policiais que perderam sua liberdade ou morreram em combate, foi pelo uso incorreto de suas armas. Segundo Nilson Giraldi, o uso da arma de fogo de forma incorreta, por parte do policial, pode provocar cinco tragédias distintas, sendo: crises na polícia, desmoralização do Estado, desrespeito aos direitos humanos, morte do policial ou a perda da liberdade do policial.

O método é baseado cientificamente na neurociência que explica o que o policial sente quando se depara com a morte em uma situação de combate. Segundo o coronel Giraldi, a neurociência explica que a pessoa passa por alterações físicas e psíquicas, as emoções são intensas e muitas vezes leva o policial à perda do raciocínio, agindo pelo instinto de preservação que se manifesta diante de uma ameaça de morte. Com isso, a adrenalina é jogada intensamente na corrente sanguínea.

Segundo o coronel, o treinamento imita a realidade e leva o policial a agir  corretamente. “Se o uso da arma era para matar, passa a ser para preservar vidas. Diferente do que faz a Rota de São Paulo e o Bope do Rio de Janeiro, conhecidas como tropas de elite, que na verdade saem às ruas para caçar e não para dar segurança”, disse. Para Nilson Giraldi isso acontece por falta de treinamento.

PM deveria usar mesma arma da PF
Segundo o coronel Giraldi, o método tem instrução prática, não é feito em salas de aula, para ser o mais próximo da realidade.

Ele afirma que as Polícias Militares do Brasil não usam armas próprias para a polícia que, na opinião dele, deveriam ser as mesmas da Polícia Federal, tipo Glock.

Treinamento virtual, nos estandes virtuais não servem para a polícia, porque a realidade no embate é bem diferente.

Resultado
O coronel Nilson Giraldi destacou que já aplicou o método em algumas tropas e o resultado foi positivo. Em 1999, na PM de São Paulo, 318 policiais foram mortos em serviço. Havia uma previsão de que em 2009 esse número seria de 450. Ele foi chamado pelo comando e, contrariando as previsões, apenas 12 policiais morreram e o número de inocentes mortos por policiais foi zero.