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Manaus
Casa desaba

Três pessoas de uma mesma família saem feridas de desabamento de casa em Manaus

Acidente aconteceu envolvendo uma casa construída no igarapé do Bariri, no bairro Presidente Vargas, na Zona Sul de Manaus 26/01/2012 às 07:40
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O que sobrou do barraco foi parar no igarapé. Família foi retirada por vizinhos debaixo do resto de madeira podre
Ana Celia Ossame Manaus

O desabamento de uma casa no igarapé do Bariri, no bairro  Presidente Vargas, Zona Centro-Oeste, deixou três pessoas da mesma família feridas, sendo uma em estado mais grave. O acidente aconteceu por volta das 13h, atingindo o casal Francisco de Lima, 32, Cláudia Alves, 30, e o filho deles, o adolescente Israel Alves, 15, que foi internado no Pronto-Socorro Infantil Joãozinho, Zona Leste,  por conta de um ferimento grave na cabeça.

 O vizinho da família, Ricardo Bruce, 22, viu a hora  em que ocorreu a tragédia,  pois encontrava-se em casa  por problemas de saúde. “Estava na janela e ouvi um estalo. Quando olhei a casa estava no chão”, disse ele, que conseguiu pedir ajuda a outros  vizinhos para socorrer os três  que ficaram literalmente de baixo das tábuas. 

Os três foram, inicialmente, atendidos no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro de São Raimundo, na mesma zona. Cláudia quebrou  o braço esquerdo, Francisco ficou com vários ferimentos nas  pernas, braços, ombro e costas, e Israel sofreu um grande  corte na cabeça, o que levou os médicos do SPA a transferi-lo para o Pronto-Socorro Infantil. 

 “Ele estava sem lembrar de  nada, desorientado, e apresentava tonteira”, disse a mãe, preocupada com a saúde do filho.  A assessoria de imprensa da  Susam informou que o adolescente foi transferido para avaliação neurológica, mas até o fechamento desta edição não havia informações do hospital a  respeito do quadro do jovem. O  pai dele, Francisco de Lima, foi medicado no SPA e liberado,  queixando-se de muitas dores. 

 Prosamim

A família morava há cinco anos no local, às margens do igarapé.   Segundo Cláudia, a palafita, construída em estacas a uma altura de cerca de sete metros, não dava sinais de que pudesse desmoronar, embora tivesse  sido erguida em condições precárias. 

De acordo com ela, os moradores da área foram cadastrados pelo  Programa Social e Ambiental  dos Igarapés de Manaus (Prosamim), do Governo do Estado,  mas as obras ainda não começaram. “Estamos esperando e, enquanto isso, nada pode ser feito  na casa”, disse ela, que considerou um verdadeiro milagre a família ter se livrado da morte.

 Vítimas recebem assistência

  A Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) foram ao local para dar assistência à família e hoje continuarão o atendimento. Segundo o titular da Semasdh, Sildomar Abtibol,  assistentes sociais visitarão a família e vão encaminhá-la aos programas sociais da prefeitura, voltados às vítimas desse tipo de sinistro, entre os quais o auxílio-moradia.

 Já a assessoria de imprensa do Prosamim confirmou que a  área do Bariri é de atuação do programa e que, em maio, devem começar as atividades no local para transferência dos moradores. A assessoria negou, no entanto, que haja proibição da realização de obras que garantam a segurança  das moradias, como muitos afirmam. Na verdade, o que é proibido é fazer obras de ampliações nos cômodos já cadastrados, diz o Prosamim.