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Três podem ter o apoio de Eduardo Braga na eleição deste ano

Senador Eduardo Braga contraria projeto do governador que quer apoiar o prefeito. Ele indicou possibilidade de apoiar nas eleições deste ano, Rebecca Garcia, Pauderney Avelino ou Marcos Rotta 08/05/2012 às 08:58
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Senador Eduardo Braga contraria projeto do governador que quer apoiar o prefeito
ANTÔNIO PAULO Manaus

A 53 dias das convenções partidárias para escolher os candidatos que vão concorrer nas eleições municipais de 3 de outubro, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) – que recentemente assumiu um dos postos mais relevantes na administração da presidente Dilma Rousseff, a liderança do Governo no Senado – afirma que o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT), não contará com o apoio dele nem do PMDB para se reeleger.

“Há mais de seis meses que venho dizendo: eu não tenho condições de apoiar o Amazonino (Mendes). Não é porque não quero ou não goste dele. Simplesmente porque os problemas da cidade de Manaus não estão equacionados pelo modelo de gestão dele que não apresenta nenhuma nova ideia, nenhum novo modelo para enfrentar os problemas da cidade. Manaus tem o quarto PIB do Brasil e não temos um semáforo inteligente na cidade. Somos capazes de gastar R$ 100 milhões, em um complexo e não somos capazes de melhorar o trânsito. Qual foi a avenida que o Amazonino alargou ou construiu em quatro anos? Nenhuma”, diz Braga.

O senador argumenta que o povo sabe que ele é contra a privatização da Cosama e do Porto de Manaus. E todas essas ações negativas foram feitas por Amazonino quando era governador do Amazonas, daí as razões para ele não subir no palanque do atual prefeito. E promete ir à TV e às ruas fazer campanha contra Amazonino Mendes. “Por isso, estou buscando construir uma alternativa” declarou. Indagado sobre os nomes possíveis, ele citou os deputados federais Rebecca Garcia (PP-AM), Pauderney Avelino (DEM-AM) e Marcos Rotta (PMDB).

Eduardo Braga ressalta que, pela primeira vez, o PMDB do Amazonas se reuniu e tirou uma resolução indicando a política de aliança para as eleições municipais. Ao contrário do PT, também da base aliada dos Governos Estadual e municipal, o PMDB excluiu o PDT de Amazonino Mendes. O PT tirou uma resolução a qual diz que não terá candidatura própria, mas que quer participar do arco de alianças (como vice). A resolução dos PT diz ainda que a sigla pode coligar com o PMDB, o PSD e o PDT.

As declarações do senador põem por terra as pretensões do governador Omar Aziz (PSD) que tenta, a todo custo, reunir o antigo grupo político para reeleger Amazonino e garantir a eleição dele (Omar), em 2016, à Prefeitura de Manaus. “O projeto do Omar (Aziz) é legítimo, mas só tem uma maneira de o Omar resolver a questão de 2016: disputar a eleição e ganhar. Ele tem que disputar contra quem quer for. Seja quem estiver lá, o Omar terá que apresentar um projeto melhor, mas inteligente e identificado com a cidade e tem todas as chances de ganhar”, prevê Braga.

Senador nega boicote do PMDB

Há quase três meses na liderança do Governo no Senado, Eduardo Braga nega que os caciques do PMDB, como Renan Calheiros (AL), o ex-líder Romero Jucá RR) ou mesmo qualquer outra liderança vêm fazendo algum tipo de boicote na execução da função. “Quando assumi tinha gente que dizia que eu não duraria um mês. Esse tempo passou e aí disseram que não passava do segundo mês. Estou entrando no terceiro e eu ainda estou aqui. Nesse período, aprovamos matérias que há anos estavam travadas no Senado, como a resolução 072 (ICMS sobre importados), todas as medidas provisórias. E tudo fruto de negociação e articulação junto os demais líderes do Senado”, declarou.

O senador contou que no dia da aprovação da resolução 72, a presidente Dilma Rousseff lhe fez um elogio. “Ela disse: Meu caro Eduardo, foi a votação mais importante do ponto de vista estruturante que o Brasil fez nos últimos anos”. Segundo Braga, o impacto da medida, na macroeconomia e no reordenamento do pacto federativo, é tão grande quando a ação que Dilma está fazendo no enfrentamento do sistema financeiro. “Lamentavelmente, esses feitos, no meu Estado, não mereceram uma manchete de jornal. Se nós tivéssemos perdido a resolução 72, teriam aparecido várias manchetes estampando a minha derrota”, reclamou.