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Três presos suspeitos de matar taxistas

As polícias Militar e Civil prenderam em menos de 24 horas, cinco pessoas suspeitas de crimes contra taxistas, ocorridos no primeiro semestre deste ano, em Manaus. 26/07/2012 às 20:54
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Cerca de 500 taxistas se reuniram em frente ao 1º DIP, na tentativa de ver o autor do crime.
Catiane Moura Manaus

A primeira prisão foi na noite de quarta-feira, no beco Solimões, no Aleixo, Zona Centro-Sul, onde Julison Corrêa de Carvalho, 29, o “Julinho”, autor do latrocínio (roubo seguido de morte) do taxista José Vieira dos Santos, 57, foi localizado por meio de uma denúncia anônima por policiais da Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Já nesta tarde de quinta-feira, policiais militares da CPA Oeste prenderam Paulo Felipe Pinheiro, 22, e Pedro de Souza Brandão Junior, 21, o “Juninho” na rua Abraão Cordeiro, na Compensa 1, Zona Oeste, suspeitos do assassinato do também taxista Evandro Soares Gomes, 38.

Conforme a polícia, ele não foi vítima de um latrocínio, mas teria sido morto enganado no lugar do filho, cuja identidade foi preservada. Paulo e Pedro são suspeitos de integrar a um grupo de traficantes da Compensa. Segundo a polícia, Evandro foi morto no dia 18 de julho.

Ele havia acabado de chegar do trabalho em sua residência, na rua da Indústria, na Compensa, quando foi abordada por quatro homens. Testemunhas que presenciaram o crime reconheceram os suspeitos no 19° Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram ouvidos.

“Eles confessaram o crime, inclusive estão jogando a culpa um para o outro. Vamos encaminhá-los à Delegacia de Homicídios (DEHS) que vai investigar o caso”, declarou o delegado titular do 19° DIP, Eurico Nogueira.

As outras duas pessoas presas são dois adolescentes que não tiveram a identidade revelada pela polícia.

Execução de cabo da PM

Paulo e Pedro são apontados como integrantes de uma quadrilha de traficantes, cujo chefe seria um homem identificado apenas como “Cueca”, este, segundo a polícia, já é procurado e investigado por outros crimes de homicídios, entre eles, o do cabo da Polícia Militar Sebastião Monteiro da Silva, executado com 17 tiros, no dia 15 de junho, na Estrada do Manôa, Zona Norte de Manaus.

Morte de vigilante

Outro homicídio que supostamente foi cometido pelo grupo é o do vigilante Aury José Torres Borel, 30, morto a tiros, na rua Santa Isabel, na Compensa, no último sábado (22). O veículo usado nos crimes do taxista Evandro e do vigilante, segundo a polícia, foi o mesmo. Era um Celta de cor prata, placas não identificada. Nesta tarde de quinta-feira, na delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas, o ex-presidiário Julison Corrêa, foi apresentado a imprensa, suspeito de ter matado pelo menos três taxistas, em Manaus.

Ele chegou a dar nenhuma declaração sobre os crimes, durante a apresentação, que durou pouco menos de cinco minutos. Com o rosto coberto, o suspeito foi acusado várias vezes por taxistas que estavam no local como “assassino”. “É revoltante o que este bandido fez. Ele mata a sangue frio, sem dó nem piedade. Ele tinha que mostrar o rosto para a população saber quem ele é”, disse revoltado o taxista Jean Costo, 38.

De acordo com o presidente do sindicato dos taxistas do Amazonas, Luiz Aguiar, os taxistas Francisco Cezar Oliveira Pereira, 39, morto no dia 24 de maio, a facadas;  Plínio de Lima Tavares,49, assassinado com dois tiros, e José Vieira dos Santos, também morto a tiros, foram mortos por Julison, só este ano.