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Manaus
NESTE DOMINGO

Três vítimas da rebelião na Cadeia Pública de Manaus são identificadas

Os corpos de Tassio Caster de Souza, Rubiron Cardoso de Carvalho e Fernando Gomes da Silva foram identificados por familiares e também por impressões digitais 08/01/2017 às 18:36 - Atualizado em 08/01/2017 às 18:38
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Tássio Caster de Souza, um dos mortos, estava preso por tráfico de drogas. Foto: Divulgação
Kelly Melo Manaus

Três dos quatro  detentos encontrados mortos na madrugada deste domingo na cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro, já foram identificados pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC).

As vítimas foram identificadas como Tássio Caster de Souza, Rubiron Cardoso de Carvalho e Fernando Gomes da Silva. A quarta vítima ainda está sendo  examinada pelos peritos do DPTC. Além do reconhecimento por familiares, a identidade de dois detentos foi confirmada pelas impressões digitais (Papiloscopia Forense) e arcada dentária (Odontologia Forense).

De acordo com o diretor do DPTC, Jeferson Mendes, 14 peritos estão trabalhando na identificação das vítimas.

Mortes na cadeia
Durante um tumulto dentro na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, pelo menos quatro presos morreram. A confusão iniciou por volta das 1h30 da madrugada deste domingo (8) e no início da manhã já estava controlada, segundo a Seap.

De acordo com o secretário de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, destes mortos, três foram decapitados. Ainda segundo o secretário, apesar de não ter ocorrido fuga, foi realizada uma contagem dos presos e limpeza da cadeia. O Instituto Médico Legal (IML) fez a remoção dos corpos dos mortos ainda durante a madrugada.

O Comitê de Gerenciamento de Crise da Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou as mortes e informou que um dos presos foi morto por asfixia. A SSP disse ainda que a causa do tumulto foi uma briga de "motivo desconhecido" e as mortes serão investigadas. 

Policiais do Batalhão de Choque saíram da cadeia por volta das 9h. Segundo o secretário Pedro Florêncio, durante a revista desta manhã (8), foram encontradas armas brancas, do tipo faca de cozinha. Alguns familiares de detentos chegaram a bloquear a rua Duque de Caxias e queimaram pneu e lixo. 

Durante a rebelião foram destruídos colchões e policiais da Companhia de Operações Especiais (COE), Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Choque, Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) e Bombeiros foram acionados para conter a movimentação.