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Manaus
TRIPLO HOMICÍDIO

Trio acusado de matar mulher e crianças no bairro Alvorada é julgado em Manaus

Trio executou mulher, duas crianças e tentou assassinar homem em residência para roubar dinheiro em 2013 31/10/2017 às 12:11 - Atualizado em 31/10/2017 às 21:36
Show chacina
Réus estão sendo julgados na capital nesta terça-feira (31) (Foto: Gilson Mello/Freelancer)
Joana Queiroz Manaus (AM)

A manicure Ellise Dária da Silva Lira, a “Sine”, o carpinteiro Adriano Rosa de Lima e Suedson Monteiro de Souza, o “Neguinho”, estão sendo julgados nesta terça-feira (31) acusados de serem autores de uma chacina ocorrida no bairro Alvorada em 2013, Zona Centro-Oeste de Manaus.

O caso é considerado pela Justiça como de extrema violência. Na ocasião, o trio matou Juliana Silva de Moura, 28, e as crianças Stefany Silva de Lima, 13, e Sofia Silva de Moura, 6, e tentaram assassinar Sebastião de Souza Almeida, 65.

De acordo com os autos, o crime foi motivado por vingança. As crianças teriam sido mortas porque viram os réus matando Juliana e tentando executar Sebastião, de quem queriam roubar o dinheiro.

Conforme o processo, o crime foi planejado por Juliana, na época companheira de Sebastião. Ela teria chamado a prima Sine dizendo que o homem tinha muito dinheiro e que ia receber mais. As duas planejaram o crime e chamaram Adriano e Neguinho para ajudá-las.

O crime aconteceu na casa onde de Juliana e Sebastião moravam, no Alvorada. Segundo o processo, o grupo tentou matar Sebastião, no entanto, após revirarem a casa e não encontrarem o dinheiro, o trio decidiu matar Juliana. Juliana foi morta com 80 facadas. 

As crianças, que dormiam em um quarto, acabaram acordando com o barulho e foram mortas a facadas.  Nos autos do processo, consta que Sofia estuprada por Suedson e morta com 12 facadas enquanto Stefane morreu após 20 golpes de faca. 

Sebastião, embora bastante ferido, teria fingido estar morto e sobreviveu ao crime. Os criminosos fugiram levando vários bens da casa das vítimas. 

Crime

De acordo com o Ministério Público, o crime foi classificado como homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, dissimulação, recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O julgamento está sendo presidido pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Juri, Rafael Holanda. Na acusação está atuando o Promotor de Justiça, Ednaldo Medeiros, e a defesa é realizada por membros da Defensoria Pública.