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Varejo no AM com um pé atrás

Desoneração da folha de pagamento e o pagamento de 1% sobre o faturamento precisam de maiores detalhamentos 27/12/2012 às 08:40
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Ralph Assayag, da CDL-Manaus, destaca a necessidade de se avaliar prós e contras das medidas do governo federal
jornal a crítica ---

O varejo encomendou um estudo a fim de verificar os prós e os contras da desoneração da folha de pagamento do setor, medida anunciada na semana passada pelo governo federal. A partir de abril, o comércio varejista deixará de pagar 20% sobre a folha de pagamento em troca de 1% sobre o faturamento total. Entre os dirigentes de entidades locais ligadas a esse segmento há o receio de que a fórmula venha a onerar ainda mais o segmento.

“Pelo pouco que estou tendo de conhecimento dessa medida, ela ainda não vem de uma maneira positiva, porque o setor vai pagar mais imposto de renda da empresa”, disse o presidente da Câmara dos Lojistas Dirigentes de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag“

Em sua avaliação, uma empresa que possui outros tipos de serviços pode pagar um valor mais elevado, mesmo que estes serviços não estejam ligados à folha de pagamento.

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, disse que a folha de pagamento gera um custo muito grande para o empresário. Para ele, a presidenta Dilma Roussef (PT) está no caminho certo ao tomar essas ações, mas espera que não ocorra no comércio aquilo que se viu no setor automotivo: corrida às compras de carros, seguida de estagnação no setor.

Desoneração

O vice-presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, acha que, para que a medida seja um benefício, ela tem que ter o ponto de equilíbrio entre número de funcionários de empresa do varejo e seu recolhimento. “Se você tem uma empresa com muitos empregados, justifica plenamente esta medida que o governo pretende anunciar em março”, analisou.

Frota está esperando para ver a regulamentação da medida, porque aí então ficará claro se ela será capaz de atingir todo o universo, tendo em vista que, em alguns casos, a empresa pode ter poucos funcionários, mas um faturamento elevado, uma relação que causaria impacto na cobrança de tributos. “É uma medida muito boa, agora vamos ver se na prática vai resultar em benefício. Ainda está muito verde, precisamos avaliar quais os critérios a serem adotados”, finalizou.