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Vendas de automóveis cresceram 15% em Manaus

Redução do IPI, que vale até final de agosto, projetou movimento alto nas concessionárias, em junho 01/08/2012 às 08:57
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Governo reduziu IPI em maio para tentar estimular o consumo e segurar a economia
RENATA MAGNENTI e AGÊNCIAS Manaus

Concessionárias de veículos em Manaus tiveram crescimento médio de 15% nas vendas desde junho, quando o Governo Federal autorizou a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). Entretanto, o volume não é suficiente para repor as perdas do início do ano. A medida vence no final de agosto e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou, ontem, que não irá prorrogar o benefício.

Na concessionária Pedragon, da Chevrolet, o aumento de 15% nas vendas foi comemorado. “O começo do ano foi ruim para a empresa e encerramos junho com bons resultados”, disse o diretor, Jerónimo Moraes.

Os ‘carros-chefes’ da Pedragon são o Celta e o Classic, que tiveram redução de cerca de 10%. O Celta (completo) passou de R$ 32,7 mil para R$ 29,9 mil e o Classic (completo), de R$ 33.9 para R$ 29.4 mil. “A tendência é que até o final de agosto as vendas continuem aquecida e esperamos que esses bons ventos permaneçam até o final de 2012”, disse o diretor da concessionária.

No entanto, para que as vendas sejam consolidadas, os bancos estão exigindo entradas de até 30% do valor do carro. Na concessionária Solimões, da Volkswagen, esse quesito é o início da negociação com o cliente. “Além dos 30% de entrada, o cliente tem que ter um histórico de bom pagador”, afirmou o gerente da loja, Paulo Cunha.

Na Solimões, o mês de julho fechou com 170 carros vendidos, no mesmo mês. Enquanto foram vendidos 137 no mês de junho, 121 em maio e apenas 104 em abril. No ano passado, foram vendidos apenas 122 unidades, em julho. “Mesmo com o anúncio do Mantega, acredito a redução do IPI se estenda até o mês de outubro. Temos ouvido essa informação e deve se confirmar”, disse otimista.

Avaliação

O vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e diretor da Ford, Rogelio Golfarb, disse que a redução do IPI significou uma mudança de rota nas vendas do setor automotivo. Segundo ele, as empresas saíram de uma queda de 4,8%, de janeiro a maio, para um aumento das vendas de 1,5%, no acumulado do ano até julho.

Golfarb afirmou ainda que a necessidade de renovação na queda do IPI tem que ser avaliada a cada trimestre, já que é uma medida emergencial. “É preciso avaliar o crescimento da economia, das vendas e do crédito”, concluiu.

IPI reduzido somente até fim do mês

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem, após reunião com o diretor da General Motors (GM), Luiz Moan, que não está em cogitação, neste momento, a prorrogação da redução da alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automotivo.   “Aquilo que combinamos é aquilo que estamos cumprindo”, disse Mantega.

Segundo o ministro, serão avaliados os resultados das medidas e disse que balanço é “muito positivo”. Afirmou ainda que houve uma reação forte das vendas de veículos e que julho deve bater recorde de venda com cerca de 360 mil unidades vendidas.

Mantega advertiu, entretanto, que o governo brasileiro está verificando se houve aumento da oferta de trabalho na indústria automobilística e avaliou que não há sentido que ocorram demissões. “Verificamos que a GM, por exemplo, está com saldo positivo de empregos. Há problemas localizados em algumas fábricas, mas não nos cabe administrar conflitos trabalhistas”, declarou.