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Vendedor de celulares morre após ser alvejado na Zona Norte

O crime ocorreu na feira do Mutirão. A vítima ainda foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu 30/01/2014 às 20:31
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Em Manaus vendedor de celulares morre após ser alvejado na Zona Norte
Vinicius Leal Manaus (AM)

Gledson Freitas da Encarnação, 29 anos, foi velado na manhã desta quinta-feira (30), em uma igreja no bairro Novo Reino, próximo à casa de familiares. Ele foi assassinado a tiros na tarde de quarta-feira (29) enquanto trabalhava na banca onde vendia celulares e objetos eletrônicos, no bairro Amazonino Mendes (Mutirão), na Zona Norte da capital.

“No dia 15 de dezembro já tinham assaltado e botado ele dentro do carro. Levaram a moto dele e o abandonaram lá na estrada do Puraquequara (Zona Leste)”, contou a esposa da vítima, de 25 anos, que não quis se identificar. Segundo ela, o marido era constantemente ameaçado sem motivo aparente.

O ponto de vendas de Gledson ficava localizado entre outras bancas e lojas da rua Penetração 3, bairro Amazonino Mendes (Mutirão), na Zona Norte da capital, local de grande movimentação de pessoas e comerciantes.

Por volta das 17h30, ele foi surpreendido por dois homens que chegaram sobre uma motocicleta e efetuaram três tiros.

Crime

“Eles nem desligaram a moto. O garupa desceu e deu os tiros, que pegou no tórax. Ele ainda correu para dentro dessa loja, mas caiu no chão”, contou um comerciante que testemunhou tudo e não quis se identificar.

Gledson ainda foi socorrido e levado ao Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, mas faleceu no mesmo dia, por volta das 19h30.

“Disseram que foi por causa de uma moto que ele ‘queixou’ de um amigo e não devolveu, mas não sei”, contou outro vendedor da área. “Eles estavam no ‘pique’, nem desligaram a moto nem tiraram o capacete. Chegaram e atiraram. Essa banca ele tinha há uns três anos. Ouvi falar que ele teve uma desavença com um cara uns caras aí, mas não sei”, contou comerciante.

Ameaças

O pai de Gledson, Jucimar Silva da Encarnação, 55, disse que o filho não era envolvido com drogas ou crimes. “Ele não era metido nisso. Ele fazia de tudo para não faltar nada em casa. Ele falava que tinha uns camaradas que o ameaçavam, mas não dizia mais que isso”, disse o pai.

A família acredita que os homens que mataram Gledson sejam os mesmos que o sequestraram tempos atrás.

“O Gledson me disse que no dia do sequestro esses homens falaram que iam dar uns tiros e jogá-lo lá pelo Puraquequara. Eu creio que tenham sido esses homens”, contou a esposa da vítima. Familiares e testemunhas deverão depor na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), responsável por investigar o caso.

“Ele tinha um caso com uma mulher aí (amante) e talvez tenha sido marido dessa mulher. Isso já faz um tempo. Não sei se ele ainda continuava com essa mulher, mas esse cara chegou até a agredi-lo há um ano. Pode ter sido ele”, contou outro comerciante da avenida Penetração, que preferiu manter o nome sob sigilo.