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Vereadora Luciana propõe lei para ‘forçar’ cavalheirismo nos ônibus

Para vereadora da bancada evangélica, em pé, mulheres são vítimas fáceis de assédio dentro dos ônibus 25/01/2016 às 13:51
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Pastora Luciana acredita que se o projeto virar lei poderá acabar com o constrangimento que muitas mulheres sofrem nos ônibus
natália caplan ---

A vereadora Pastora Luciana (PP) apresentou nesta quarta-feira (29), um projeto de lei que determina que todos os assentos dos transportes coletivos de Manaus devem ser de uso preferencial de mulheres, idosos, obesos, gestantes, pessoas com deficiência ou com limitação temporária de locomoção. Deliberado sob o nº 066/2015, o PL foi encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

O objetivo inicial é resguardar as usuárias do sistema público de assédios dentro dos ônibus, com o incentivo da cortesia e do cavalheirismo por parte dos homens. “É triste uma mulher estar no ônibus e acabar sendo constrangida, encoxada. Tem homens que se aproveitam dessa situação. É uma questão mesmo de cultura, de cavalheirismo. A cortesia de um homem se levantar e oferecer o assento para uma mulher”, disse.

De acordo com a parlamentar, o problema é comum e a ideia de criar o projeto surgiu logo após uma de suas secretárias sofrer o abuso. “Ela chegou à minha casa aos prantos porque foi tão encoxada que teve que empurrar o rapaz, que quase a agrediu dentro do ônibus”, afirmou, ao explicar como a lei funcionará. “Sendo aprovado, as pessoas serão informadas, com avisos nos ônibus, de que todos os assentos são preferenciais”, enfatizou.

A pastora fez questão de ressaltar que, além de a mulher ficar vulnerável, idosos e gestantes são outros que sofrem com a falta de sensibilidade dos outros usuários. “Houve um caso de uma idosa de 78 anos, que entrou no ônibus e os assentos estavam ocupados. Quando o motorista freou, ela bateu a cabeça e levou 11 pontos. Às vezes, a grávida fica em pé, sendo empurrada, segurando a barriga”, declarou.

Na opinião de Luciana, o número limitado de assentos reservados prejudica mais do que ajuda, pois a maioria das pessoas não se sente na obrigação de levantar quando estes estão ocupados. Se há lugares de cores diferentes, como amarelos e vermelhos, os assentos comuns (cinzas) não são cedidos. “Só costuma ter quatro assentos reservados por veículo”, lembrou.

A lei já existe em Fortaleza (CE). “Todo homem tem mãe, esposa ou filha e nenhum deles gostaria de vê-las sendo encoxadas no ônibus”, concluiu.

Direito de nomear

A nomeação para cargos da Manaus Previdência (Manausprev), agora, serão de responsabilidade do diretor-presidente do órgão — atualmente, Marcelo Alves. A autonomia foi concedida ontem, com a mudança do artigo 28 da Lei 1803/2013, que trata da criação do órgão. O projeto de lei 92/2015 foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

“Anteriormente, era o prefeito que nomeava. Agora, é o próprio diretor que vai fazê-lo, com independência”, disse o presidente da comissão, vereador Mário Frota (PSDB).