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Vereadores da CMM acusam prefeito de Manaus de ter "prevaricado" durante troca da Águas do Amazonas

Os parlamentares questionaram a idoneidade da repactuação, e prometeram fiscalizar de perto a empresa Águas do Brasil escolhida pelo prefeito para ficar a frente do sistema de abastecimento de água em Manaus 21/05/2012 às 13:51
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“Esse contrato é imoral e nesse momento estamos analisando a legalidade", afirmou o presidente da CMM, vereador Isaac Tayah (PSD
acritica.com Manaus

A semana começou ‘quente’ na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta segunda-feira (21), os vereadores com destaque para a bancada de oposição da Casa, aproveitaram seus tempos na Tribuna para acusar o prefeito Amazonino Mendes (PDT) de ter deixado os parlamentares de fora da transação que tirou do sistema de abastecimento de água da cidade, a Águas do Amazonas, e colou a frente do serviço a Águas do Brasil, troca realizada na última quinta-feira (17).

Os parlamentares questionaram a idoneidade da repactuação, e prometeram fiscalizar de perto a empresa escolhida pelo prefeito.

“Esse contrato é imoral e nesse momento estamos analisando a legalidade. Temos que sabatinar essa empresa, que atende a locais pequenos. Não queremos atrapalhar processos, mas não podemos aceitar situações irregulares”, afirmou o presidente da CMM, vereador Isaac Tayah (PSD).

Segundo Tayah, o contrato firmado com a nova concessionária demonstra ser ilegal, o que está sendo averiguado pelo Ministério Público do Estado (MPE). O presidente também informou que deu entrada em um requerimento de Termo de Ação Pública no MPE, pedindo fiscalização e explicações sobre a empresa, que atua em cidades do Rio de Janeiro, atendendo a um público estimado em 300 mil habitantes.

Para o vereador Waldemir José (PT), o prefeito deve ser investigado por ter “prevaricado” com o dinheiro público. O petista sinalizou que impetrará representação junto ao MPE, questionando com que base jurídica a troca foi realizada.

“Não existe essa ação silenciosa quando se trata de questões públicas”, disse o vereador.

Defendendo a iniciativa, o vereador Homero de Miranda Leão (PHS) ressaltou que a mudança é ótima oportunidade para resolver o problema da falta de água nos bairros.

“Essa mudança deve ser comemorada porque vem solucionar a dificuldade da população. A Águas do Amazonas não mostrou a que veio, continua como acionista, mas quem está à frente é a Águas do Brasil que deve mostrar solução em futuro bem próximo”.

Outro que se colocou a favor do prefeito, foi vereador Luiz Alberto Carijó (PDT), para ele, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para investigar o contrato da prefeitura e a Águas do Amazonas em 2000, não solucionará o problema da falta de abastecimento de água em Manaus.

 “A transferência acionária acontece como uma luz no fim do túnel. Daqui a 20 anos poderemos ver a solução e não estaremos discutindo os mesmos problemas de hoje. A falta de investimento e de competência são as causas desse transtorno e isso se resolve com novas pessoas e novas negociações”, falou.