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Vereadores de Manaus ignoram plenário da Câmara Municipal

 Na abertura da sessão dessa terça-feira (24), 24 parlamentares estavam ausentes do plenário. 25/07/2012 às 07:43
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Vereador Homero de Miranda Leão alerta para o prejuízo das ausências
AUGUSTO COSTA Manaus

Um dia após o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Isaac Tayah (PDS), anunciar na imprensa rigor no controle das frequências e punição dos vereadores que não obedecessem ao horário regimental, apenas 14 dos 38 vereadores da Casa se encontravam em plenário na abertura da sessão, dessa terça-feira (24), às 9h12.

A ausência de 24 vereadores, todos candidatos à reeleição, causou desconforto nos parlamentares presentes  à sessão que criticaram “a falta de compromisso dos colegas”.

O presidente Isaac Tayah se reuniu, a portas fechadas, com os vereadores para alertar que os que chegarem atrasados não poderiam participar das discussões do pequeno expediente e os faltosos teriam que apresentar justificativa para não ter desconto no salário.

“Nós falamos, não puxamos a orelha de ninguém.  Comentamos que realmente não dá mais para os vereadores ficarem somente nos gabinetes. Eles têm que estar no plenário no horário regimental. Agora não podemos virar escola aqui e sair correndo atrás de alguém pra cumprir o horário”, disse o presidente do Poder Legislativo Municipal.

O primeiro a se posicionar contra a ausência dos vereadores foi Homero de Miranda Leão (PHS). “Isso é um absurdo. A questão não é somente ter quórum (no mínimo 13 dos 38 vereadores) para abrir os trabalhos. A questão é que temos que estar aqui. Estamos fechando os trabalhos sem quórum, no final do expediente”, disparou.

A vereadora Mirtes Salles (PPL) criticou a falta de compromisso dos colegas e reconheceu que, mesmo no período eleitoral, os vereadores  devem cumprir com as obrigações parlamentares ainda em vigor.

“É obrigação dos vereadores estarem presentes. Todos os dias são os mesmos vereadores que abrem a sessão. Estamos no período eleitoral para todos os 38 vereadores que devem estar na Casa”, criticou Mirtes.

O vereador Gilmar Nascimento (PDT) chegou ao local depois das 10h e justificou a ausência dele alegando problemas de saúde. “Eu tive uma consulta médica. Fui operado da laringe e tive que voltar ao médico hoje (ontem) pela manhã. Mas dificilmente eu falto e sempre estou presente no horário”, disse o parlamentar.

Embora o presidente da CMM tenha afirmado, por diversas vezes, que a Casa não teria recesso branco nesse período de campanha eleitoral, na prática, ele já está acontecendo.

Jardinagem vai custar R$ 78 mil

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) contratou a empresa L. S. Conservação e Limpeza, por R$ 78.883,80, pelo período de 12 meses, para realizar serviços de manutenção, conservação e recuperação de jardinagem numa área verde de 532,28 metros quadrados na área da sede do Poder Legislativo Municipal, na rua Padre Agostinho Caballero Martin, no bairro São Raimundo, Zona Oeste. Por mês, o serviço vai custar à CMM R$ 6.573.

De acordo com o Diário Oficial do Município (DOM) do dia 12 deste mês, a área de atuação da empresa é: jardins, canteiros, vasos com plantas, gramados, plantas paisagísticas ornamentais, além de fornecer mão-de-obra, material e equipamentos.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Isaac Tayah (PSD), os serviços são necessários. “A jardinagem era feita antes por outros agregados, mas foi suspensa por falta de verbas. O serviço estava parado há seis meses, agora fizemos licitação e contratamos essa empresa para que atuar na manutenção do jardim, gramado, na limpeza das laterais”, afirmou Tayah.

Para o paisagista Luís Carlos de Araújo, o preço da empresa L. S. Conservação e Limpeza está de acordo com o cobrado no mercado de jardinagem. “A conta é simples, basta dividir R$ 6 mil por mês pelos 532 metros quadrados. O preço cobrado aproximadamente é de R$ 88 por metro quadrado que está aceitável já que o contrato diz que a empresa está fornecendo o material utilizado no jardim, mão-de-obra e tem que pagar os impostos”, avaliou Luís Carlos.