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Vereadores de Manaus querem reeleição, mas tem pendências

Vereadores concorrem à reeleição, domingo (7), sem terem concluído a CPI da Água e atualizado o Plano Diretor de Manaus 04/10/2012 às 08:39
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Dos 38 membros da Câmara Municipal de Manaus, 33 disputam a reeleição. Dois concorrem a vice-prefeito
AUGUSTO COSTA Manaus

Trinta e três vereadores pedirão, no domingo (7), aval dos 1.178.120 eleitores de Manaus para ficarem nos cargos por mais quatro anos, carregando na bagagem duas pendências do atual mandato: ainda não concluíram a CPI que investiga um dos maiores problemas da população, as mazelas do fornecimento de água e não avançaram na atualização da lei que organiza a ocupação urbana do município, o Plano Diretor.

A votação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito da Água foi empurrada para o dia 10 deste mês, três dias depois do pleito. O ponto mais polêmico são as recomendações que a CPI, fará ao Ministério Público do Estado (MP-AM) e à prefeitura, principalmente a que diz respeito a anulação do contrato com a Águas do Brasil e a representação judicial contra o prefeito Amazonino Mendes (PDT) e os ex-prefeitos Alfredo Nascimento (PR), Luiz Carijó (PDT) e Serafim Corrêa (PSB).

Após a eleição, os vereadores terão menos de dois meses para concluir a atualização do Plano Diretor de Manaus, que tem que ser votado até o final de novembro. Os trabalhos das comissões que tratam do assunto foram embargados com a corrida dos vereadores por votos.

Última sessão

Nessa quarta-feira (3), a CMM realizou a última sessão plenária antes do primeiro turno da eleição e do dia em que serão ou não reeleitos. A casa conta com 38 membros. Cinco deles, porém, desistiram de concorrer ou disputam ao cargo de vice-prefeito. Marize Mendes (PDT) e Mário Bastos (PRP) não se candidataram. Leonel Feitoza (PSD) desistiu da candidatura. Hissa Abrahão (PPS) e Paulo Nasser (PSC) são candidatos a vice-prefeito. 

Na sessão dessa quarta-feira (3), cinco vereadores utilizaram a tribuna por 15 minutos. Isaac Tayah (PSD) criticou a imprensa que divulgou que a casa estaria em recesso branco. “A Câmara Municipal não teve recesso branco. Estamos aqui fazendo o nosso trabalho e votando projetos. Estivemos aqui também na Semana da Pátria. Isso não é verdade (...) Existe uma cobrança tão grande em cima da CPI da Água como se ela fosse resolver a falta de água  e não vai”, disse Isaac Tayah. 

Depois foi realizada uma sessão especial que durou duas horas e dez minutos, em homenagem ao lutador de jiu-jitsu, Reyson Gracie.

 Presidente promete mais rigor

Depois de um ano e nove meses de gestão, o presidente da CMM, Isaac Tayah (PSD), anunciou ontem que após as eleições  pretende montar uma comissão especial  para fazer mudanças no Regimento Interno da casa para punir os vereadores gazeteiros.

O objetivo é modificar o artigo 107 e acrescentar que a  justificativa de faltas por motivo de força maior só será aceita depois de análise da   Mesa Diretora. A justificativa é mais usada pelos vereadores. E não precisa ser detalhada.

Ao ser questionado sobre os vereadores que registram presença e depois vão embora antes do final das sessões ordinárias, Isaac Tayah justificou: “Infelizmente não tenho como impedir isso. Porque eles colocaram justificativa e estão respaldados. Com a reforma do Regimento Interno vamos modificar esse artigo que trata de força maior”, prometeu Tayah.