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Vereadores de Manaus se 'esquivam' de denúncias contra Marcos Cavalcante

A ideia de levar DVD's com gravações suspeitas contra o ex-superintendente municipal de transportes Urbanos foi do vereador Ademar Bandeira (PT). O parlamentar pretendia sensibilizar seus pares, para a formação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar suposta formação de quadrilha no SMTU 19/03/2012 às 13:49
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Segundo o presidente da Casa, vereador Isaac Tayah, é preciso ter cuidado para que a Câmara não seja usada como instrumento de manipulação no caso
Acritica.com Manaus

Apenas dois minutos das seis horas dos vídeos que mostram funcionários da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), negociando vagas para operação no sistema de Transporte Executivo de Manaus, com membros de cooperativas que operam no sistema, foi divulgado para os parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta segunda-feira (19).

A ideia de levar as imagens a Casa, foi do vereador Ademar Bandeira (PT). O parlamentar pretendia sensibilizar seus pares para a formação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar suposta formação de quadrilha no SMTU, com base nas suspeitas apresentadas nos vídeos.

“Acredito que depois de assistirem essas cenas escandalosas meus colegas se sensibilizem, de que é preciso investigar a fundo a máfia que vem crescendo dentro do SMTU”, disse, ressaltando que a decisão de Cavalcante de afastar-se da pasta foi acertada, e contribuirá para a investigação por parte dos órgãos responsáveis.

Durante a sessão Plenária desta segunda-feira (19), os parlamentares dedicaram seus discursos para debate o tema que está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE-AM).

O presidente da CMM, vereador Isaac Tayah (PSD) afirmou não haver necessidade da apresentação do vídeo na Casa. Segundo Tayah, é preciso ter cuidado para que a Câmara não seja usada como instrumento de manipulação no caso. “Não temos o poder de julgar ninguém, o Ministério Público, e justiça são que possuem o poder para isso”, ponderou. Tayah já foi líder do prefeito Amazonino Mendes.

Ainda na manhã desta segunda, o MPE-AM encaminhou uma nota alegando que não existe perseguição no caso Cavalcante.