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Vital é mantido como vice Vanessa Grazziotin na disputa pela prefeitura de Manaus

Decisão foi tomada pela direção nacional do PT ao negar pedido de anulação da candidatura do ex-secretário municipal 04/07/2012 às 08:39
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Rui Falcão, ao centro, é o presidente nacional do PT e uma das figuras que decidiram pela manutenção do nome de Vital
ANTONIO PAULO Manaus

A direção nacional do PT, em São Paulo, negou o pedido de membros do partido para anular a indicação do ex-secretário municipal Vital Melo (PT) como  candidato a vice-prefeito de Manaus da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). Um dos petistas que queriam derrubar a candidatura de Vital é o deputado estadual Sinésio Campos (PT).

Ontem, após ser informado da decisão, Sinésio disse que dava como encerrado o assunto. Mas mostrou que vai demorar para digerir a derrota. “Infelizmente, a democracia interna do partido foi ferida”, disparou o petista. O parlamentar não aceitou ter sido esquecido pela direção municipal da legenda ao apresentar o nome de Vital para ser vice de Vanessa.

Para Sinésio, a escalação de Vital foi fruto de uma indicação pessoal e unilateral de Valdemir Santana, presidente do diretório municipal do PT. Santana vive às boas com a administração de Amazonino. Hoje, pelas mãos do dirigente petista, a legenda comanda duas pastas na administração municipal: Trabalho e Habitação.

Sinésio defendia que os nomes que deveriam ter sido apresentados para compor a chapa apoiada pelo grupo de Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (PMDB) era o dele, o do deputado estadual José Ricardo e o de Jorge Guimarães. Quando Omar e Braga fecharam as portas para o PT como vice de Rebecca Garcia (PP), a legenda iniciou as discussões para lançar candidatura e cogitava os nomes dos três para o posto.

Para Sinésio, Santana tirou Vital do colete. “É a primeira vez que estou ouvindo ele (Vital) falar em compor chapa. Você o entrevistou esse tempo todo? Ele era candidato a vereador? Até o dia da convenção do partido, o nome dele estava na lista de candidatos a vereador”, declarou Sinésio, na última segunda-feira, ao justificar a sua insatisfação.

Santana disse, ontem, que indicou Vital porque Sinésio e José Ricardo eram os nomes da sigla apenas para o projeto que candidatura própria, não para o de vice. “Então, para não dar problema, escolhemos o Vital, que é membro fundador do PT. Mas tenho certeza de que o companheiro Sinésio vem pra campanha da gente”, afirmou o dirigente partidário.

O presidente do diretório municipal do PT negou que a decisão tomada pela legenda tenha sido unilateral. “Está bem claro que a decisão foi feita com um acordo com todo mundo. O Jorge Coelho (secretário de mobilização da executiva nacional do PT) esteve aqui no final da semana (passada), e disse que o que nós decidíssemos estaria decidido. Foi o que fizemos”, justificou Santana.

Vital foi secretário de Amazonino até o início de abril deste ano, quando se desincompatibilizou para participar das eleições. Segundo ele, até a noite de sexta-feira passada, o seu nome integrava a lista de candidatos a vereador do PT. Mas aceitou e vai cumprir a missão dada pela legenda na manhã de sábado.

Governistas silenciam  na ALE-AM

Nem um dos 20 deputados da base governista usou a tribuna, ontem, para manifestar apoio à chapa da candidata  da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que disputará a eleição em Manaus com o aval  do governador Omar Aziz (PSD) e do senador Eduardo Braga (PMDB).

O silêncio dos parlamentares ocorreu na primeira sessão plenária realizada  depois das convenções dos partidos que definiram os candidatos,  da desistência súbita da deputada federal Rebecca Garcia (PP), na madrugada de sábado, e de sua substituição pela senadora do PCdoB.

Na semana passada, quando Rebecca ainda figurava como a escolhida de Omar, o deputado Marco Antônio Chico Preto (PSD) foi o único que  declarou que apoiava a chapa encabeçada pela parlamentar.

Apesar de fazer barulho alegando que foi tirado da disputa pelo vice da chapa governista de forma unilateral, o deputado Sinésio Campos (PT) afirmou que a candidata Vanessa não tem culpa e terá o seu apoio.

Patrus entra em campo para barrar

 SÃO PAULO e BELO HORIZONTE (Folhapress) -  Depois de romper com o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), o PT indicou ontem o ex-ministro Desenvolvimento Social Patrus Ananias para tentar barrar a reeleição do ex-aliado. A decisão agrava o distanciamento entre petistas e socialistas, que já desfizeram alianças em Recife e em Fortaleza, e afasta mais o Palácio do Planalto do presidente do PSB, Eduardo Campos.

O lançamento de candidato próprio na capital mineira teve aval do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, segundo afirmou  o presidente do PT, Rui Falcão. O dirigente acusou os socialistas de romperem acordo para lançar chapa conjunta à Câmara Municipal. Sem isso, a bancada petista cairia de seis para três vereadores.

“O rompimento do acordo na política é uma coisa gravíssima”, disse Falcão. “Partiu do prefeito Márcio Lacerda. Foi o rompimento de um acordo escrito do qual ele participou. Fui testemunha e tenho uma cópia em mãos.”

Paulo Nasser é  o vice de Henrique

O deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Manaus, Henrique Oliveira (PR), informou, ontem, que terá um novo candidato a vice-prefeito. Será o vereador Paulo Nasser, do Partido Social Cristão (PSC).

Segundo Henrique, durante toda a semana passada, PR e PSC articulavam, por Brasília, uma aliança entre as duas legendas aqui em Manaus. Ontem, de acordo com o parlamentar, a direção nacional do PSC teria selado o acordo e determinado ao diretório municipal da sigla a aderir à candidatura do PR em Manaus. “Com isso, finalizamos a coligação PR, PSC e PTdoB e chegamos a 4 minutos de tempo de televisão na campanha”, disse o deputado.

Henrique Oliveira informou que a coligação que apoia a candidatura dele lançará 36 candidatos a vereador.  De acordo com o parlamentar, Wilson Wolter, que foi anunciado na convenção do partido como o vice dele, continua no projeto de governo que o PR tem para Manaus.

O deputado federal foi outro pré-candidato à Prefeitura de Manaus que divergiu, ontem, da leitura feita pela senadora Vanessa Grazzitin, que disse que vai vencer o pleito deste ano no primeiro turno (Leia página A3). “Não posso jogar água fria no otimismo dos meus adversários. Mas quem tem um pouco de conhecimento do histórico das eleições em Manaus, sabe que isso não acontece em Manaus”, disparou Henrique.

O pré-candidato declarou ter apenas uma certeza: “Posso afirmar que eu vou estar no segundo turno com um deles”. Na leitura do deputado federal, todos os adversários “navegam no mesmo eleitorado”. “Meus adversários têm perfil de eleitorado elitizado. Vão disputar o mesmo eleitorado. E a grande massa ver com simpatia o meu nome”, presume o parlamentar, que obteve 35 mil votos na eleição de 2008 para vereador. 

A candidatura de Henrique traz de volta à cena política de Manaus o senador Alfredo Nascimento (PR).