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Vítimas do incêndio na comunidade Arthur Bernardes sofrem com a falta de informação

Famílias abrigadas no ginásio Ninimberg Guerra, em São Jorge, sofrem com informações desencontradas e série de boatos 01/12/2012 às 09:28
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Roupas, pequenos equipamentos e um cachorro ficam amontoados num canto do ginásio que abriga vítimas do incêndio
Nelson Brilhante ---

Um festival de informações desencontradas tem tumultuado a vida das famílias vitimadas pelo incêndio que destruiu a comunidade Arthur Bernardes, no São Jorge, Zona Oeste. As mais confusas são as que estão abrigadas no ginásio Ninimberg Guerra, próximo ao local da tragédia.

Depois de ser desmentida a notícia de que seriam despejadas do ginásio até ontem, por conta de um torneio de jiu-jitsu programado para hoje, todos estavam desapontados ontem por saberem que os R$ 400 da bolsa-aluguel e os R$ 500 da ajuda humanitária só seriam repassados a eles na próxima terça-feira “Minha esposa foi para receber e disseram que só liberariam na terça. Desse jeito não tem como sair daqui. Pior é a situação de quem saiu e alugou um imóvel, garantindo ao dono que pagaria hoje (ontem)”, reclamava o técnico em refrigeração Valdir Fernandes, 33.

A secretária de Estado da Assistência Social, Regina Fernandes, que está atendendo as famílias no Centro de Convivência Magdalena Daou, bairro Compensa, Zona Oeste, desmentiu as informações. Segundo ela, 425 famílias receberam tanto o bolsa-aluguel quanto os R$ 500 referentes à ajuda humanitária.

“Adiamos para terça-feira o prazo limite apenas para as famílias que estão com pendências de comprovações. São, no máximo, 60 famílias. Você sabe que num sinistro como esse aparecem muitos aproveitadores. Acredite, uma família que há muito tempo morou no local, ao saber do incêndio voltou do interior do Estado para tentar se cadastrar. Então é preciso filtrar com muito cuidado para detectar quem está querendo dar uma de esperto”, diz Regina.

Do total de 425 famílias já beneficiadas, 60 não apareciam no cadastro, embora morassem na comunidade Arthur Bernardes. Comprovada a veracidade do fato, entraram na lista de beneficiados pelo governo.

Outra informação destorcida dizia respeito à situação das pessoas que moravam de aluguel na comunidade. Ontem , no ginásio Ninimberg Guerra, várias pessoas confirmaram que alguém da Prefeitura de Manaus havia disseminado a notícia de que as pessoas que estavam na condição de inquilinas não teriam direito aos benefícios oferecidos pelo Governo. “Ao contrário, quem não tem direito ao auxílio são os proprietários que alugavam seus barracos. Eles vão ter que esperar pela indenização que deve ser paga no máximo em até cinco meses, confirme garantiu o governador Omar Aziz”, esclarece Regina.

Algumas pessoas que estão alojadas no ginásio Ninimberg Guerra denunciaram falta de estrutura básica para as famílias como banheiros danificados e falta de água. Segundo a auxiliar administrativa do ginásio, Rejane Santos, as estruturas dos banheiros foram deterioradas pelos próprios inquilinos. Cerca de 50 pessoas, entre garis, equipe da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Esporte e da Juventude (Semdej) cuidam da limpeza.