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Manaus
VOLUNTARIADO

Voluntários criam o grupo 'O amor nos uniu' para ajudar pessoas carentes

Jovens identificam ruas com grande concentração de pessoas em situação de rua e se programam para realizar ações sociais 16/08/2017 às 22:15 - Atualizado em 17/08/2017 às 09:23
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(Foto: Divulgação)
Álik Menezes Manaus (AM)

Há três meses um grupo de jovens decidiu sair da zona de conforto e tomar uma atitude em favor das pessoas que vivem em situação de rua e  abandonados pelos próprios familiares em asilos e abrigos sociais. Os voluntários arrecadam alimentos, roupas e dedicam amor em cada ação que realizam em Manaus. 

O grupo “O amor nos uniu” foi fundado pelo empresário William Cavalcante, 29, que tem longa experiência em voluntariado. O jovem contou que começou a participar de grupos de voluntários a convite de amigos, mas, com o passar dos meses e as pessoas que conheceu, as ações se tornaram prioridade na vida dele e se tornou uma pessoa melhor. 

“Eu fazia parte de outros grupos, fui convidados por amigos e gostava do propósito, mas após alguns anos decidi sair. Algumas pessoas que gostam de mim resolveram me acompanhar e fundamos esse projeto”, contou. 

Os jovens identificam ruas com grande concentração de pessoas em situação de rua e se programam para preparar refeições para doações espeficíficas e também visitam instituições sociais como asilos, orfanatos, hospitais e abrigos de animais para identificar qual a necessidade desses locais para poderem arrecadar doações. 

William contou que o grupo arrecada doações ao longo de um mês para conseguir levar uma ajuda que fará a diferença por mais dias nos locais selecionados. “Nós fazemos o máximo para arrecadarmos uma grande quantidade. Já chegamos até a personalizar copos para não ficarmos sempre pedindo dinheiro das pessoas”, disse. 

Além do alimento físico distribuído pelos 35 voluntários do projeto, os jovens se preocupam em dedicar tempo, prestar atenção no que as pessoas tem a contar e se envolvem emocionalmente com os atendidos. Segundo o jovem, muitas idosos foram abandonados pelos filhos há 10 anos e ficam felizes quando recebem visitas de grupos voluntários. 

“O alimento, a ajuda, a doação é o começo, mas a gente dedica nosso tempo, nossas emoções e nosso amor em cada ação. Me preocupo em demonstrar amor por aqueles pessoas, que muitas vezes, estão abandonadas pelos próprios parentes há mais de 10 anos. Nosso objetivo maior é levar o amor”. 

Voluntária após filha ter pedido

Há dez anos a funcionária pública Maria Socorro Lopes, 57, ficou surpresa ao ouvir o último pedido da filha que morreu com leucemia.  No leito do hospital, ela pediu que a mãe reservasse um tempo para se dedicar ao próximo. 

“Fiquei surpresa. Com certeza ela me fez esse pedido porque sabia que ia morrer. Ela me disse que eu não precisava dar dinheiro, mas que poderia ler um livro nas fundações, conversar com idosos e fazer visitas em hospitais. Oito anos depois atendi o pedido da minha filha”, contou. 

Segundo a funcionária pública, antes de conseguir se dedicar ao voluntariado, ela precisou cuidar da mãe que sofria com Alzheimer  e ao pai que tem parkinson. “Minha mãe faleceu recentemente, eu cuidava dela, por isso não atendi a minha filha logo. Mas agora trabalho, cuido do meu pai e sou voluntária no projeto e em ações sociais. Essa iniciativa mudou minha vida”.

Quem quiser ajudar o grupo pode entrar em contato pelo telefone (92) 8153-8517 e falar com William Cavalcante.