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'Xerifes' mandavam em Presídio do Amazonas

Organograma ao qual A Crítica teve acesso mostra a forte hierarquização e organização dos bandidos presos 08/04/2012 às 13:08
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Bandidos de alta periculosidade agiam de dentro da Penitenciária
Jornal A Crítica Manaus

Uma turma da pesada e hierarquicamente organizada comandava a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP).  Formada por bandidos de alta periculosidade, ela organizava festas e mantinham contato além muros por meio de celular.  A divulgação das farras na  prisão resultou na exoneração do então secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos Carlos Lélio Lauria; do diretor da UPP, Otton Bitar; e na transferência de parte do xerifado para outras unidades.

Com informações exclusivas, A CRÍTICA revela agora quem são os “xerifes” dessa turma. O primeiro é Marcio Pessoa da Silva, o ‘Marcinho Matador’, o comandante maior dos bandidos.  Segundo investigações feitas pela inteligência da Secretaria de Segurança Pública  Marcinho comanda de dentro da cadeia  o tráfico e ordena execuções.

Marcinho começou a vida criminosa ainda na adolescência  com os irmãos Marcelo Pessoa da Silva o “Guegue”, e Mike Pessoa da Silva. Ele comanda o tráfico nos bairros Santa Luzia e na  Colônia Oliveira Machado, Zona Sul. É  envolvido com crimes de pistolagem. Responde a dois processos por tráfico e um por roubo.

A segunda malha do xerifado era formada pelos traficantes Cloves Fernandes Barbosa o “Clovinho”, e Wigo Fernandes Barbosa - irmãos do traficante José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa” - , que está preso no Pará. Eles são presos da Justiça Federal e os mais temidos dentro do presídio. Quem desobedecia suas ordens era castigado. Uma das últimas vítimas dos irmãos foi espancada e por pouco não perdeu um dos olhos.

Os irmãos Fernandes Barbosa comandam o tráfico nos bairros Compensa, Zona Oeste, e Morro da Liberdade, Zona Sul. Cloves é conhecido na organização comandada pelo irmão Zé Roberto como “o homem da pasta”. É ele o responsável para administrar o dinheiro conseguido com o comércio de droga.

Na mesma malha está  José Eduardo Viana, o ‘Eduardão’, que já tem uma condenação por tráfico de droga e é réu de um outro processo em tramitação. Além dele está Alessandro Barbosa Fonseca o “Alê”, preso pela Polícia Federal, tentando embarcar com 8,5 kilos de pasta base de cocaína em um vôo para  Belém. Faixa preta de jiu-jítsu,  é o coordenador do projeto de atividades físicas  denominado de “Lutando pela Vida”, desenvolvido na UPP com autorização do juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Luís Carlos Valóis.

Depois vem Alan Souza Cartimário, o “Nanico”, apontado pela polícia como um dos chefões de uma organização criminosa especializada no tráfico, crimes de pistolagem, desmanche de carros e porte de armas de grosso calibre. Nanico já foi preso várias vezes, cumpre pena e quando ganha liberdade volta para o crime. Na terceira  malha estavam  Willams Jansem Borges Batista, o “Fofão”,  condenado por tráfico de droga e que passou  uma temporada em presídio federal. Depois dele estava  Alan Kennedy Nascimento, o “Alanzinho”. Ele  está preso por assalto à mão armada a uma senhora no valor de R$ 10 mil.

Os xerifes menores são  Adson Angelin Uchoa, o “Macaco”; Alexandre Araújo Brandão o “Churuca”; Edson Araújo do Nascimento, o “Major”; e Jaime Arlen Barbosa Assunção, todos traficantes de drogas. Completam o “time do mau” o assaltante Antônio Carlos Uchoa, o “Tonga”, o pistoleiro e assaltante Alan Pereira Queiroz e o assaltante de banco Andrei Chaves Moura da Costa.