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Minha Manaus
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Dona de restaurante passou aperto e destaca oportunidades de trabalho na capital

De Maués, Vera Rodrigues veio para buscar melhores condições na capital amazonense e hoje vive do negócio que criou 24/10/2017 às 11:58 - Atualizado em 24/10/2017 às 12:00
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Vera possui restaurante no bairro Puraquequara (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Sou Vera Lúcia Rodrigues, 54, natural de Maués e cheguei aqui em Manaus há uns 14 anos, quando vim atrás de oportunidades, pois a renda financeira estava difícil para nós sobrevivermos lá no município. E também havia não havia oportunidade de trabalho. Vim para a capital com os meus filhos Jaqueline, hoje com 31 anos, Tatiane, de 29 anos, e Janderson, de 30. Meus pais ficaram em Maués. Hoje sou solteira e não tenho mais pais. Quando viemos a Manaus nós vendemos a casa e trouxemos tudo o que tínhamos. Veio roupa, geladeira, etc., tudo as coisas que haviam lá. Nosso meio de transporte foi o barco, demorando 24 horas.

Quando cheguei vim para a casa da minha irmã, Renilda, aqui mesmo no Puraquequara. Antes de montar meu restaurante eu trabalhei fora, em restaurante mesmo, e só depois nós resolvemos montar o nosso próprio. Havia uma senhora, de um outro estabelecimento, que me ofereceu para trabalhar alugado. Começamos por lá e depois criamos o Paraíso Verde, que é alugado para nós. Meus pais trabalhavam na roça. Ambos são falecidos e se chamavam José Ferreira e Maria Francisca. Eles eram vizinhos do Laguinho da Pouco e Tal e se conheciam desde a infância. Somos sete irmãos, e a primeira que veio foi a Selma. 

O que eu mais gosto em Manaus é a oportunidade de trabalho que aqui tem mais lá que aqui. A capital tem mais oportunidade, coisa que lá em Maués é coisa difícil. O que vende lá é mais barato. Foi difícil no início para conseguir, sem conhecer direito; depois saí da casa da minha irmã e fui morar alugado aqui mesmo no Puraquequara. Tenho o restaurante há 3 anos. Alguns parentes já vieram de Maués e graças a Deus já conseguiram trabalhar e suas casas, como nós também.

O que eu mais menos gosto na cidade é a violência, a falta de segurança. Os roubos estão demais, a violência está demais e ficando cada vez mais complicado. Em Maués a situação está do mesmo jeito: muito bandido, roubo e assalto. Nunca fui assaltada, nem lá e nem aqui em Manaus graças a Deus e nem no estabelecimento. Acho que as autoridades deveriam olhar mais para a questão da violência. Muito. Tem que pegar esses bandidos e colocar eles pra trabalharem e não deixar preso direto. Para limpar ruas, por exemplo, e sentirem na pele como é bom e não ganhar direito fácil.

Minha maior lembrança , a mais marcante, foi quando comecei a trabalhar por conta própria. Isso há uns 9 anos, quando montei meu primeiro restaurante, perto daqui do Paraíso Verde. Era o Bar e Restaurante Rodrigues, que levava o meu sobrenome. Como aqui já tinha o nome Paraíso Verde, nós continuamos com a mesma denominação.

Os meus cantos favoritos que eu gosto de ir e visitar, pra falar a verdade, mais pra fazer compras, são o Centro, em áreas como o Mercadão Municipal Adolpho Lisboa e a Manaus Moderna e a Grande Circular. Vou  pra comprar tomate, cebola.

Meu prato favorito é o peixe assado mesmo, o tambaqui, matrinxã, pacu, sardinha, todos com baião. Fora do regional, gosto de lasanha.  

A Manaus que eu quero ter é sem violência, e com oportunidades de trabalho para as pessoas. Que as autoridades coloquem mais policiamento nos bairros. É isso que está faltando, pois é isolado em áreas como aqui no Puraquequara. Falta cuidarem mais das ruas, que estão com buracos, esquecidos. Eles (autoridades) não olham muito por  aqui.

Já posso dizer que Manaus é a minha segunda cidade do coração, e a primeira é mesmo Maués. Foi em Manaus que eu tive oportunidade de trabalhar".

Perfil

Nome: Vera Rodrigues

Idade: 54 anos

Natural de: Maués (AM)

Profissão: Comerciante

Curiosidade: Dona Vera está há 14 anos em Manaus. Após um começo difícil, e de morar alugado, ela é proprietária, há três anos, de um restaurante localizado no bairro do Puraquequara, Zona Leste, onde trabalha com  os filhos, com uma vista de ‘dar inveja’.