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Juiz usa Facebook para encontrar reclamante que tinha dinheiro para receber, em Parintins

Foram oito anos tentando localizar o homem pelas formas tradicionais e apenas 48 horas pela rede social. Presidente do TRT da 11ª Região quer que exemplo seja seguido por outros juízes 16/09/2015 às 18:01
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Juiz divulgou o caso em sua página ressaltando que o homem tinha 'DINHEIRO' para receber
acritica.com ---

Após oito anos tentando localizar um trabalhador que venceu uma causa na Justiça pelas formas tradicionais, o juiz do Trabalho do município de Parintins, Aldemiro Rezende Dantas Júnior, "recorreu" à rede social Facebook encontrar o cidadão.

Em menos de 48 horas, a publicação na rede conseguiu o que em oitos anos as diligências do oficiais de Justiça e os editais em meios de comunicação não conseguiram realizar. O caso, que deve servir de parâmetro para outros processos, foi divulgado no site do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 11ª Região.

O processo já tramitava na Justiça há 19 anos. Tratava-se de um precatório vencido. O reclamante era auxiliar de pedreiro e reivindicava o pagamento de aviso-prévio, férias proporcionais e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Após o acordo feito com a Prefeitura de Parintins para o pagamento do precatório, a Vara do Trabalho realizou várias tentativas para localizar o reclamante. Um oficial de Justiça foi enviado para o endereço informado, também foi divulgado edital em jornais e rádios locais, sem sucesso.

Na semana retrasada, o juiz divulgou o caso no Facebook. Dois dias depois o reclamante entrou em contato e na semana passada já recebeu o pagamento dos seus créditos.

Para a presidente do TRT da 11ª Região, desembargadora Maria das Graças Alecrim Marinho, o caso é um bom exemplo a ser seguido. "É importante que a Justiça do Trabalho utilize todos os meios possíveis para localizar um reclamante que tenha créditos a receber. Muitas vezes, pelo longo decurso do tempo, estas pessoas não são mais encontradas, porém o dinheiro fica disponível nas contas judiciais e a nossa missão é fazer esse pagamento", frisou.

O magistrado também comemorou o desenlace do caso em seu perfil da rede social. "Pois bem, comprovando o imenso alcance da rede social, mais de 200 pessoas compartilharam a postagem, e em apenas dois dias o credor apareceu. Esse é um dos lados positivos da tecnologia", publicou.

Reprodução/Facebook