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LEMBRANÇAS

Memórias do Festival: Daniela Assayag recorda tensão com a Lagarta de Fogo

A eterna cunhã-poranga do Caprichoso relembrou momento que arrancou gritos das duas galeras no Bumbódromo 26/06/2017 às 08:30 - Atualizado em 27/06/2017 às 10:17
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Daniela Assayag relembrou momentos especiais vividos no Touro Negro (Foto: Evandro Seixas)
Jhonny Lima Parintins (AM)

Considerada pela nação azul e branca como a “melhor” cunhã-poranga que o Boi Caprichoso já teve, a jornalista Daniela Assayag marcou história no bumbá entre os anos de 1991 e 1995, quando defendeu o item de número 9, na época com apenas 17 anos, idade com que recebeu o inesperado convite, feito pelo então presidente do Caprichoso, Geraldo Azevedo.

A histeria tomou conta dela de imediato após o tão sonhado convite e, hoje, passados 22 anos e 15 apresentações desde a última vez que defendeu o item, com amor e dedicação, Daniela recorda um dos momentos mais marcantes na sua trajetória como cunhã-poranga, episódio ocorrido em 1993. Era a segunda noite de apresentação do festival daquele ano, quando uma forte chuva prejudicou a apresentação do Boi Azul, mas elasurpreendeu a todos.

“Tinha a opção de não entrar na Arena, mas falei que não ia recuar. Fui para a última arquibancada, onde as pessoas carregavam a alegoria da Lagarta de Fogo. Eu era conduzida na cabeça da alegoria. Naquela época, as fantasias pesavam entre 15 a 28 quilos, mas devido à chuva, estava com quase 30 quilos, porque as penas estavam muito molhadas”, lembrou Daniela.

Confira abaixo as imagens do arquivo de A Crítica do dia citado por Daniela

Ela contou que, no trecho entre as arquibancadas gratuitas e as cadeiras, havia um espaço no qual foi construída uma ponte para a passagem das alegorias, no entanto, o espaço era estreito para conduzir a Lagarta de Fogo com a Daniela na cabeça da alegoria. A Lagarta de Fogo foi virada de lado, e para não cair, Daniela andou pela “testa” do animal até chegar à lateral da cabeça, ficando  agachada numa posição que dava a impressão que ela iria cair a qualquer momento. O pai dela, Elcio Assayag, viu o desespero da filha e fez menção para ela jogar a fantasia.  

E foi o que ela fez. “Eu ouvi um som que não sai nunca da minha memória. As duas galeras fazendo o ‘ohhhhhh’, porque achavam que eu tinha caído. E, quando levantei, a galera explodiu de felicidade”, contou.

O convite

Além do “susto”, ela relembrou outro momento de emoção: o dia em que recebeu a ligação do presidente do Boi Caprichoso fazendo o convite para ser cunhã. “O presidente disse: ‘Daniela, quer ser a cunhã-poranga do Caprichoso?’. Eu fiquei tão nervosa e falei para o meu pai: ‘Pai, vê o que o seu Geraldo está falando que eu não estou entendendo nada’. Comecei a chorar, gritar, pular.

E o papai disse: ‘Olha Geraldo, acho que ela aceita, porque está tendo um ataque aqui do meu lado’. E assim começou a minha história no  Caprichoso”, revelou Daniela Assayag, ao ressaltar que, naquela época, era comum os itens “durarem” apenas um ano no cargo: ela defendeu o bumbá por cinco anos.

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