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Parintins
Itens do festival

Israel Paulain mostra porque é um verdadeiro 'louco sem cura' pelo Garantido

Em seu 16º ano à frente da narração dos espetáculos do Boi Garantido, Israel Paulain pulsa em devoção ao boi vermelho 29/06/2017 às 19:36 - Atualizado em 30/06/2017 às 10:02
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(Foto: Evandro Seixas)
Laynna Feitoza Parintins (AM)

Nascido em família inteiramente azulada, nada impediu que o destino de Israel Paulain seguisse o seu curso. Apresentador oficial do Boi Garantido há 15 anos, o mestre de cerimônias da festa vermelha e branca foi doutrinado aos átrios do “coração” por dois tios: Salomão Cohen e Odette Paulain, que, na infância de Israel, sempre o levavam para os currais do bumbá. “Meu pai só me deixava lá. Mas nunca impuseram que eu tinha que ser Caprichoso”, relembra ele, sobre o que os pais pensavam, na época, sobre o filho “contrário”.

Filho legítimo de Parintins, Israel - campeão 13 vezes na Arena - se mudou para Nhamundá e lá morou até os 10 anos. “E aí eu vinha para cá pro Festival e saía na Batucada do Garantido, por volta de 88, na época de inauguração do Bumbódromo”, conta ele. De 88 a 94, ele brincou junto aos tambores do boi como ritmista.

“Em 95 passei a ser locutor – aquele que chama o apresentador para a arena – na época de Paulinho Faria. Nesse tempo fui apresentador do boi mirim e passei a ser observado pela diretoria Boi Garantido”, destaca ele, a quem podemos chamar de torcedor apaixonado e “louco sem cura”: sua conduta séria e comprometida com o cargo é uma das mais exemplares dentro do bumbá, o que o faz prestigiar tudo o que pode dentro do boi. De 95 até 2001, ele passou a fazer o aquecimento da galera.

Oficialização

Em 2002, ele foi comunicado por uma carta-convite emitida pelo presidente do Boi de que seria o sucessor de Paulinho Faria no cargo - ícone do bumbá e seu ídolo. “Meus familiares ficaram muito felizes com a notícia, porque todos acompanharam minha história com o Garantido”, diz ele. Por muitos anos, Israel duelou na Arena com o irmão, Júnior, que era apresentador do Boi Caprichoso.

“Tenho uma amizade muito profunda com meu irmão. Claro que lá no Bumbódromo cada um ia para um lado”, destaca ele, que inseriu a teatralidade nas suas narrações. Os pais de Júnior e Israel sofriam muito com a rivalidade bovina dos filhos. “Era um sofrimento grande para eles, porque são vitórias que a gente teve um sobre o outro e eu com mais quantidade sobre ele. Eu comemorava na Arena, mas em casa não comemorava jamais, tinha o respeito”, afirma.

Fora do boi, Israel é muito caseiro, ligado à família, à esposa, Raysa Paulain, e aos três filhos, Isabela Regina, 7, Israel Alexandre, 6, e Paulo Roberto, 2. “Fico em casa quando posso, gosto muito de ler, pego o meu violão e fico tocando. Quando posso, pego uma voadeira para ir lá em Nhamundá, para relaxar. Sou reservado, não bebo ou fumo, não bebo refrigerante há 10 anos. Gosto de futebol, sou botafoguense e não sou de balada”, enumera Paulain.

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