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Parintins
Itens do festival

Sebastião Júnior fala sobre sua versatilidade na arena e na vida

Com história iniciada em 2006, quando recebeu um convite para cantar no grupo Ajuri durante os ensaios no boi na Cidade Garantido, ele voltou no ano seguinte para sua cidade-natal, Juruti (PA), e só retornou para Parintins em 2010, a convite da Batucada 02/07/2017 às 17:36 - Atualizado em 02/07/2017 às 17:38
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(Foto: Euzivaldo Queiroz)
Laynna Feitoza Parintins (AM)

Sebastião Jr. comemora a aceitação que recebeu da nação vermelha e branca. Há seis anos como levantador oficial do Boi Garantido, sua alma musical também passeia por outras vertentes, como a de músico e produtor. “Tenho a Sebastião Jr. e Banda, fazemos shows em Parintins e Santarém. Fui inclusive para Salvador tocar em um casamento. Ensaiamos o ano todo para tocarmos ritmos variados como sertanejo, pop-rock, rock, pagode, samba, e encerramos com o boi-bumbá, que não dá para faltar”, declara ele.

Falando de boi-bumbá, é no estilo que está a sua fase mais próspera. Com história iniciada em 2006, quando recebeu um convite para cantar no grupo Ajuri durante os ensaios no boi na Cidade Garantido, ele voltou no ano seguinte para sua cidade-natal, Juruti (PA), e só retornou para Parintins em 2010, a convite da Batucada.

Naquele ano, o levantador da época, Robson Jr., teve um problema de saúde e Sebastião precisou assumir o posto às pressas. “O Robson ainda fez a passagem de som na Arena, que acontecia dois dias antes do festival”, conta ele. O que seria apenas uma substituição temporária virou definitiva e Sabá – como é chamado pelos fãs – foi oficializado no boi. Sua entrada no bumbá marcou uma era, com um levantador dançando, tocando e teatralizando em meio à Arena.

“Em Juruti eu sempre fazia o show assim. Entrava no lançamento, puxava a galera... gostava de pegar as coreografias porque eu sentia que na parte solo das músicas a gente ficava muito parado no palco e eu tinha que fazer alguma coisa ali para não ficar muito parado. O artista tem que ter a sua própria identidade”, pondera ele. Assinando também como compositor do boi – toadas como “Celebração da Fé” e “Inigualável Galera” são dele – o cantor garante que busca trabalhar seu processo musical enquanto artista completo.

“Trabalhava com produção musical há 14 anos produzindo os CD’s da Tribo Munduruku. Com minha banda, participamos de muitos eventos e precisamos permanecer nesse processo de artista. Aprendi muito quando saí em carreira solo, depois que eu saí da banda onde eu tocava guitarra. Aprendi muito com MPB fazendo voz e violão, com ícones brasileiros como Caetano e Djavan”, destaca ele. Como sempre tocou guitarra, o cantor admira muito bandas internacionais de rock, como Coldplay e Red Hot Chilli Peppers.

“Quando era mais novo tocava muito isso”, diz ele. Com o passar do tempo, ele migrou para a MPB. Depois entrou no boi como cantor, mas se mostrou também dançarino e instrumentista na Arena. Qual será o limite de Sebastião? “Aos poucos vou mostrando minhas habilidade, não posso chegar e mostrar tudo de uma vez”, diz ‘Sabá’, em meio a risos.