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Parintins
''Viva nossa gente'

Surpresas e homenagens marcam a última noite de apresentação do Caprichoso

Durante o espetáculo, os artistas por trás das grandes alegorias do boi-bumbá azul receberam uma homenagem na arena do Bumbódromo 26/06/2016 às 22:39
Rafael Seixas Parintins (AM)

Em sua última noite de apresentação no 51° Festival Folclórico de Parintins (a 326 quilômetros de Manaus), o Caprichoso mostrou que, apesar de todas as dificuldades, conseguiu apresentar nas três noites espetáculos com conteúdos e materiais consistentes. No encerramento, a associação trabalhou com a temática “Viva nossa gente”.

O apresentador Fabiano Neves, a porta-estandarte Thaisa Brasil, o levantador David Assayag, o boi Caprichoso e a sinhazinha Adriane Viana entraram com indumentárias com grafismos e elementos que retratam a cultura africana e os negros.  Além disso, a batida feita pela Marujada de Guerra ajudou a criar esse “clima” afro.

As alegorias utilizadas foram das noites anteriores, numa espécie de copilado, mas o Conselho de Arte deu novos significados para elas por meio da introdução de novos módulos.  A mãe natureza presente na Figura Típica Regional “Benzedeiras – A cura e a fé” foi a primeira a adentrar a ferradura da arena do Bumbódromo. Do coração da alegoria surgiu o boi da Francesa, mas, dessa vez, sem os traços africanos.

Em seguida parte da alegoria Lenda Amazônica “Tandavú – A fera dos rios” se juntou à mãe natureza. Da boca da cobra veio a cunhã-poranga Maria Azedo, que completou dez anos à frente do item de n° 9, e fez uma grande evolução coreográfica durante a apresentação. O gigantesco Caprichoso que fez parte da alegoria “O pescador”, de Karú Carvalho, trouxe a rainha do folclore Brena Dianná.

Também deu show coreográfico a tribo indígena e o pajé Waldir Santana, que completou 30 anos à frente do item n° 12. Para completar, a emoção ficou por conta da homenagem feita aos artistas do bumbá azul, em especial a Juarez Lima e a Jair Mendes, que se tornou tripa do Caprichoso por alguns minutos e emocionou toda a galera azulada.

Os demais artistas soltaram no ar um terço feito de balões azuis e brancos.  A festa continuou na arena com todos os responsáveis por levar o boi para a arena.

Não foi para a arena

Apesar da associação Caprichoso ter prometido que a alegoria Lenda Amazônica “Juma”, do artista André Amoedo, seria apresentada na terceira noite, após quebrar na última sexta-feira (24), o Conselho de Arte e o presidente do bumbá, Joilto Almeida, decidiram não levá-la para a arena por questões de segurança. O projeto será retomado para o festival de 2017. A princípio, a alegoria teria 24 metros de altura, mas foi reduzida para 22 metros.