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Rio 2016
Já começou a festa

Em clima de animação, torcida chega ao Maracanã para a final do futebol masculino

A torcida brasileira vive a expectativa de ganhar o primeiro ouro e, de quebra, se vingar da Alemanha 20/08/2016 às 15:44 - Atualizado em 20/08/2016 às 16:19
Camila Leonel Rio de Janeiro (RJ)

É dia de final, o Brasil briga por uma inédita medalha de ouro e mesmo embaixo de chuva, o torcedor se deslocava animado para o estádio do Maracanã, onde acontece o jogo contra a Alemanha. As ruas no entorno do Maraca foram tomadas por uma onda verde amarela, que canta, pula, se fantasia e a zoeira sobrou até para os hermanos argentinos, que foram eliminados ainda na primeira fase.

O torcedor Pedro Machado chegou cedo no estádio e acha que ganhar da Alemanha não é mais do que a obrigação.

“É uma coisa boa e a gente veio lutar pelo ouro, mas o problema de jogar contra a Alemanha depois daquele 7 a 1 é que se a gente ganhar não fez mais do que a nossa obrigação, a menos que devolva o 7 a 1. Aí tá vingado. Menos que sete não vingou ainda, mas restaura um pouco a alma”, disse.

Machado estava acompanhado do filho João Pedro, que estava enrolado numa bandeira do Brasil. Coisa rara em tempos que as seleções europeias são mais prestigiadas.

“A gente tem pouco contato com a seleção brasileira. Eles jogam pouco no Brasil tinha que estreitar um pouco o laço com o torcedor como a gente tem o nosso laço com os clubes. A seleção ficou muito distante. Todo mundo jogando muito fora e perde o contato, mas aconteceu algo engraçado porque no começo eles estavam um muito desinteressados e rolou uma chacoalhada. Criticaram muito eles, eles sentiram isso e aparentemente a coisa mudou. Espero que eles joguem pelo ouro”.

Já outros torcedores embarcaram na polêmica de riscar o nome de Neymar da camisa da seleção, mas nem Marta e nem “menino da vara”. Para o botafoguense Francisco Figueira, Sassá, desbanca todos eles. “Eu boto fé no Sassá .Eu venho para a preliminar (jogo do Brasil) porque 21h tem o jogo do Botafogo. É só um aquecimento. Vim pegar a medalha rápido e depois assistir o jogo do Fogo”.

Já outras pessoas estavam com o coração dividido. É o caso da alemã Anne Neves, que nasceu na Alemanha, mas vive no Brasil há 36 anos.

“Olha, dessa vez eu acho que o Brasil vai ganhar porque tem o melhor time. O time da Alemanha tá todo o time B não é o time principal então eu acho que dessa vez vai ser difícil. A torcida continua, mas é meio a meio. Marido e filho são brasileiros, então eu estou de coração dividido”, declarou.