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Editorial

As falas do ministro

07/12/2017 às 22:45
Show meirelles 123

A situação econômica do Amazonas não é muito diferente da média nacional, mas tem particularidades que merecem grande atenção do governo central e, neste sentido, foi muito boa a visita rápida feita, ontem, pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que é também virtual candidato à Presidência da República no próximo ano pelo PSD, partido do senador Omar Aziz.

Meirelles é o primeiro ministro da Fazenda a vir a Manaus após 40 anos, o que explica muito a indiferença que a maioria manteve em relação a situação econômica do Estado e, por conseguinte, do nosso principal modelo de desenvolvimento, a Zona Franca de Manaus.

Porém, mais importante do que vir ao Estado é o que disse o ministro: “A intenção é aumentar a produtividade e o crescimento para 2018 e mais ainda nos próximos anos. Precisamos trabalhar forte, para botarmos o Brasil para crescer, assim como Manaus”. Sim, a capital amazonense precisa crescer e crescer de maneira sustentável, com respeito ao nosso meio ambiente e auxiliado por políticas inclusivas que permitam a ascensão social do nosso povo. Crescer também significa diversificar a nossa produção e espalhá-la pelos demais municípios do Estado, há muito entregues a própria sorte ou a inércia econômica deixada pelos restos da industrialização da Zona Franca.

 O ministro também tocou em pontos importantes afeitos as reformas que estão em curso no atual governo federal e bancadas pelo presidente Michel Temer. Reformas que são necessárias, mas extremamentes desgastantes para os políticos. “O Brasil está passando por um profundo processo de reformas importante para todos os brasileiros, buscando a eficiência”, disse o ministro, ressaltando sempre a necessidade de garantir aos variados campos da economia brasileira a sustentabilidade financeira, pois, como ele diz, não adianta ter direitos se não houver dinheiro para honrá-los, como ora acontece no Estado do Rio de Janeiro.

Faltou, contudo, uma fala do ministro sobre o ataque perpetrado pela Receita Federal, órgão subordinado a ele, contra o polo de concentrados, um dos mais importantes da Zona Franca de Manaus e que emprega, direta e indiretamente, quase 70 mil pessoas, inclusive, boa parte delas, em municípios como Presidente Figueiredo e Maués. Esse assunto ele passou ao largo.