Publicidade
Editorial

Insumo essencial

04/12/2017 às 22:42 - Atualizado em 04/12/2017 às 22:44
Show amazonino 123

O agronegócio brasileiro é o setor mais competitivo do País, mas que infelizmente não decola no Amazonas, um Estado que tem uma vocação para diversas áreas produtivas e que não precisa derrubar uma única árvores de nossa exuberante floresta. Tome-se o caso da aquicultura, a produção de peixes em cativeiro à título de exemplo.

Nos últimos dez anos Estados, como  Tocantins e Rio de Janeiro, assumiram o protagonismo na produção de peixes amazônicos muito identificados com a gastronomia genuinamente amazonense. Tocantins é o líder nacional na produção do tambaqui e o Rio de Janeiro está bem na cola dele. O que faz a produção nestes Estados ser tão competitiva? A ração.

 Pois é para destravar este gargalo, que não afeta só a aquicultura, mas também outras áreas do agronegócio amazonense, que o Governo do Amazonas anunciou ontem a intenção de investir prioritariamente na construção de uma fábrica de ração para suprir nossas demandas e ativar áreas estratégicas da nossa economia e que não dependem dos sempre atacados incentivos fiscais concedidos ao modelo Zona Franca.

De acordo com o governador Amazonino Mendes (PDT), a ideia é fomentar a  industrialização deste importantíssimo insumo a partir de grãos transportados para o Estado por meio do terminal graneleiro de Itacoatiara, pois assim será possível reduzir os custos da pecuária e otimizar toda a cadeia produtiva da piscicultura e da criação de aves, que hoje já tem um relativo sucesso na produção de ovos,  mas que perde totalmente a competitividade quando se pensa na industrialização da carne de frangos e patos. “Estamos precisando de grãos para fazer a nossa industrialização de ração. Com essa indústria é que vai se alavancar o setor (primário)”, defendeu o governador em evento que contou com a presença do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, que é também o empresário proprietário do porto graneleiro de Itacoatiara.

Blairo Maggi, que tem negócios no Amazonas desde o segundo governo de Amazonino, esteve em Manaus, ontem, para certificar que os rebanhos bovino e bubalino do Estado estão livres da febre aftosa. Com este certificado, a carne amazonense poderá ganhar novos mercados consumidores.