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Editorial

Morosidade sem fim nas ações de mobilidade urbana em Manaus

02/12/2017 às 16:14 - Atualizado em 02/12/2017 às 16:41
Show show mobilidade

Basta dar uma volta pelas ruas de Manaus para constatar que a mobilidade urbana é um dos grandes problemas da cidade. Um desafio que a Prefeitura promete resolver há muito tempo. São muitas ideias, projetos, discursos e promessas... e nenhuma ação concreta que faça alguma diferença para o cidadão. Na verdade, as ações mais recentes conseguiram agravar ainda mais a situação.

Quem vem de outra capital para Manaus se impressiona com o que ocorre em vias importantes como a Avenida Constantino Nery, por exemplo, onde há ônibus circulando pela via da direita, e articulados pela via da esquerda, deixando apenas a faixa do meio para os demais veículos. O resultado não poderia ser outro: confusão no trãnsito. Parece óbvio para todos que não deveria haver segregação de faixas enquanto todos os ônibus não estivessem circulando apenas em uma delas. Óbvio para todos, menos para os engenheiros de tráfego da Prefeitura.

E o pior é que só os estudos para desenvolvimento de soluções para a mobilidade urbana em Manaus já custaram ao cidadão nada menos que R$ 3,5 milhões. Foi quanto a Prefeitura pagou à Vetec só para fazer os estudos. Do resultado desse trabalho, surgiu o projeto “Faixa Azul” que, até agora, resume-se a retas pintadas  no asfalto de algumas avenidas. A julgar pela situação da Constantino Nery, podemos dizer que a cidade pagou para piorar o trãnsito. Com tanto dinheiro já investido, era de se esperar algum resultado positivo. Porém, exceto pela tinta azul no asfalto, nada mais foi feito.

É esse esclarecimento que o Ministério Público de Contas está buscando junto ao Poder Público. Afinal, o projeto será mesmo implementado? A partir de quando? Existe um cronograma? Há muito para ser feito. Os estudos entregues pela Vetec incluem alargamento e duplicação de vias, construção de viadutos e passagens subterrâneas, além da instalação de um novo modelo de parada central, utilizando a faixa azul e plataformas já existentes em algumas avenidas de Manaus. Esses estudos estão prontos há quase um ano, e até agora não começaram a sair do papel - a não ser pela pintura das ruas, que não ajudou em nada.

Enquanto as respostas não chegam, os cidadãos de Manaus seguem com o suplício diário que é enfrentar o trânsito da cidade, sonhando com o dia em que teremos um trânsito mais organizado.