Sábado, 22 de Fevereiro de 2020

Ácido poli L láctico é a nova aposta para bioestimular o colágeno e sustentar a pele

Segundo a dermatologista Patrícia Bandeira de Melo, o ácido poli L láctico é injetado na pele em vários níveis, como abaixo da derme (camada média da pele), no subcutâneo (gordura) e acima dos ossos da face


29/01/2018 às 17:44

Laynna Feitoza

Estamos acostumados a usar preenchedores faciais para sustentar os contornos da face e retardar o seu envelhecimento. A novidade agora é fazer uso de bioestimuladores de colágeno, como o ácido poli L láctico, que traz resultados semelhantes, mas sob um método inovador. A técnica é indicada para peles flácidas, que demonstram perda de sustentação. A função do ácido é conferir mais firmeza e melhora da textura da pele. 

De acordo com a dermatologista Patricia Bandeira de Melo, o ácido poli L láctico é um bioestimulador por uma série de funções. “Ele, ao ser injetado na pele, estimula o organismo do ser humano através de uma reação inflamatória proposital a produzir um novo colágeno, que é uma proteína de sustentação fundamental para a firmeza e jovialidade da pele”, esclarece ela. 

Segundo a médica, o ácido poli L láctico é injetado na pele em vários níveis, como abaixo da derme (camada média da pele), no subcutâneo (gordura) e acima dos ossos da face. Uma das áreas que podem receber a aplicação é a região do arco da mandíbula, pois o uso nessa região promove de forma muito natural e harmônica a definição do contorno da face. 

“Quando utilizamos  o ácido, dentro de três semanas após a primeira aplicação notamos uma melhora importante da qualidade da pele. São três sessões indicadas: uma a cada trinta dias”, completa a dermatologista.

Resultados

Ainda de acordo com Bandeira de Melo, o resultado total vem em até seis meses, embora após a primeira sessão já se observe a melhora. “Após seis meses depois da última sessão, o colágeno produzido  continua ali e a literatura médica afirma que até dois anos depois  ainda é possível notar o resultado das aplicações”, pondera ela. O procedimento é simples e melhora substancialmente também a textura da pele. 

“Observamos também  a melhora da flacidez de áreas como a papada, bem como de  rugas finas e moderadas que resistem a outras técnicas, e isso acontece pelo incremento da geração da proteína de sustentação (colágeno)”, pontua ela. 

Patricia Bandeira de Melo é  dermatologista e especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (CRM 2085)

Ácido associado à radiofrequência

Outro dado importante é que o  ácido poli L láctico pode ser usado em associação às tecnologias hoje disponíveis para  correção da flacidez facial e corporal, como a radiofrequência monopolar. “Sabe aquela pele que tem o tônus fraco, com flacidez de leve a moderada? Essas tecnologias associadas ajudam bastante”, declara a dermatologista. Segundo Bandeira de Melo, existe uma otimização dos resultados quando a aplicação do ácido poli L láctico é associada à radiofrequência (isso  em momentos diferentes).

Os benefícios oriundos da associação das duas técnicas causam uma espécie de contração da pele. Isso ocorre através da contração do colágeno que a pessoa já tem, bem como da ativação de um novo colágeno que se forma após o procedimento. Segundo Patricia, a máquina de radiofrequência utiliza altas concentrações de energia. No entanto, com mecanismos de proteção que não causam danos à pele. Com a associação dos dois métodos, é possível fazer o procedimento em qualquer área corporal.

“Fazemos quatro sessões de radiofreqüência monopolar, que podem ou não ser associadas ao ácido poli L láctico (momentos diferentes). Áreas possíveis de serem tratadas pelo método são: flacidez de braço, coxas, glúteos e abdomen, por exemplo. É importante as pessoas saberem que existe a possibilidade de associação das técnicas consagradas no meio médico para intensivar as respostas ao  tratamento”, completa Patricia.

Restrições

O uso do ácido poli L láctico deve ser evitado em gestantes, pacientes com doenças autoimunes descontroladas e naqueles que já possuam na face preenchedores ditos permanentes. Não é permitido fazer uso do ácido poli L láctico na região dos lábios, em volta dos olhos e na região da testa, apenas na região do contorno da mandíbula, nas bochechas e nas têmporas.

Outro ponto interessante  é que é possível “casar” o uso do ácido poli L láctico – um bioestimulador – com o uso do ácido hialurônico – um preenchedor (outra substância também já consagrada no rejuvenescimento cutâneo). “Num mesmo paciente podemos fazer os dois, mas em momentos diferentes. São produtos que não se conflitam: eles podem coexistir em uma mesma face”, diz ela. Os dois ácidos podem coexistir devido ao ácido hialurônico poder ser também aplicado nas regiões ao redor dos olhos , boca e testa – locais onde o ácido poli L láctico não pode ser aplicado.

Existe uma diferença fundamental entre os ácidos hialurônico e poli L láctico. O hialurônico é preenchedor e reconstitui volume perdido na face. A função dele é que, uma vez injetado, vai desenvolver a função de preenchimento e volume facial perdido com o passar do tempo. “O poli L láctico não é preenchedor, mas sim bioestimulador. No fim, os dois atingem os mesmos objetivos, que seria o rejuvenescimento, mas de formas diferentes, portanto, são produtos sinérgicos e não conflitantes” , diz ela.

 

 


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