Sábado, 22 de Fevereiro de 2020

Aliados líquidos: os benefícios dos óleos essenciais para a mente e para o corpo

Seja para curar doenças ou estimular a mente, os óleos podem ser verdadeiros aliados da saúde física e emocional


03/09/2018 às 14:49

Laynna Feitoza

Quem viveu a infância no Amazonas certamente se horrorizava ao ficar com a garganta inflamada. Tudo porque, geralmente, as avós forravam o dedo indicador com gaze, mergulhavam nos óleos de copaíba ou andiroba e colocavam o dedo embebido “goela abaixo” nos netos, para aplicar a solução na região afetada. Por mais incômodo que fosse, a melhora era inegável dois ou três dias depois.

Mesmo com a “tradição amazonense” se repetindo pouco, os óleos essenciais são de suma importância para doenças de qualquer trato. “Os óleos essenciais possuem as mesmas propriedades dos chás que já conhecemos. Aqueles chás que ouvimos falar a partir dos nossos avós, são os mesmo componentes encontrados nos óleos, porém em concentrações diferentes. E os componentes variam de acordo com cada óleo”, declara Anderson Oliveira, terapeuta holístico.

E os óleos não funcionam apenas em uso tópico. O hábito de sentí-los inebriando pelo lar na forma de aromatizadores ou inaladores acalma os ânimos. É esse um dos principais fundamentos da aromaterapia. “Nossas emoções são geridas por hormônios, esses hormônios são liberados a partir de receptores que são estimulados por moléculas dos óleos essenciais, por isso conseguimos aliviar algumas questões emocionais a partir do uso desses óleos”, descreve o terapeuta.

Em alta

Alguns dos óleos mais populares para fins terapêuticos, segundo Anderson, são os óleos de melaleuca, hortelã, alecrim, laranja doce, lavanda e ylang ylang. “O óleo de melaleuca e o óleo de hortelã são muito usados como antissépticos e antifúngicos. O óleo de alecrim é utilizado pra estimular e focalizar atenção. O óleo de laranja doce tem efeito relaxante. O óleo de hortelã também age contra dores e estresse”, aposta Oliveira.

Os óleos essenciais podem ser usados de diversas formas. Mas, segundo o terapeuta, é importante ser acompanhado por alguém que tenha formação completa em aromaterapia, porque o uso desses óleos de forma desordenada pode causar efeitos adversos. “Não devemos usar óleos essenciais em bebês, grávidas, pele sensível e alérgicos, por isso ressalto que deve haver sempre acompanhamento de um aromaterapeuta”, ressalta ele.

Por isso é tão necessário ter cuidado sobre o uso. “Os óleos essenciais não podem ser usados em chás. Não é indicado ingerir óleos essenciais em nenhuma quantidade e há grande divergência entre os profissionais da aromaterapia sobre o seu consumo. Alguns óleos podem causar alergias, queimaduras e mal estar usado de maneira indevida”, declara Oliveira.

Execução

Conforme Paulo, no ato da produção, pode-se misturar quantos óleos quiser, mas a recomendação gira em torno de três tipos de óleo, no máximo. “Porque se não eles vão ficar em quantidade muito pequena na mistura e aí podem não ter a atividade que tanto gostaríamos. A mistura também é feita de acordo com as propriedades”, comenta ele.

Não é recomendado misturar óleos calmantes e estimulantes, por exemplo. “Eles tem atividades opostas, não faz sentido, entende? E sobre quanto de óleo essencial deve-se usar, depende da finalidade e para quem é... Se for criança, adulto, pele sensível ou não... Não tem uma receita de bolo, cada caso deve ser avaliado individualmente. Soa muitas variáveis na hora de criar um cosmético”, assegura Simonetti.

Confira

Em Manaus, haverá a oficina “Óleos essenciais: a química e aromaterapia” que vai acontecer dia 15 de setembro, em duas turmas: das 9h às 12h e das 14h às 17h. O valor do investimento custa R$ 70 e o aluno sairá com certificação, apostila e o cosmético que produzir. “Ensinaremos a fazer dois produtos cosméticos: um é o aromatizador para ambiente e o outro é o óleo de massagem”, coloca Paulo. Infos: (92) 98116-0562/(92) 99613-6475.


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