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Analistas de O Boticário contam sobre o processo de criação de nova fragrância

18/02/2019 às 15:11
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Rosiel Mendonça*
rosiel@acritica.com

MORENO (PE) - Como transportar sensações para dentro de um frasco de vidro? Em poucas palavras, esse é o desafio de quem trabalha com perfumaria, um segmento no qual o Brasil se destaca como o segundo maior consumidor mundial, depois dos Estados Unidos. O País tampouco fica atrás quando o assunto é desenvolvimento de perfumes, garante a avaliadora de fragrâncias de O Boticário, Andreia Ronconi, que participou do lançamento do novo Arbo Reserva no município de Moreno, a 28 quilômetros de Recife (PE).

“Estamos em pé de igualdade em termos de qualidade e tendências. No Boticário, por exemplo, contamos com 300 pesquisadores trabalhando em inovação. Posso dizer que nossa perfumaria é universal porque trabalhamos com os melhores perfumistas e os mesmos recursos e matérias-primas da indústria internacional”, explicou.

A reconexão do homem com a natureza é uma das tendências que podem ser encontradas não só na perfumaria, mas em setores como a moda e a decoração. Esse mote acompanha a linha Arbo desde a sua versão original, lançada em 2002, seguida pelas versões Liberté e Ocean – todas da família olfativa fougère, de frescor marcante. Não à toa, essa é a linha do Boticário mais vendida no Nordeste.

“No Norte e Nordeste a representatividade da perfumaria é maior quando comparada à maquiagem e a outros produtos de cuidado pessoal. Isso tem influência de fatores como o clima, quantidade de banhos ao dia e hábitos de perfumação”, acrescenta a analista de marketing da marca, Flávia Dória, aproveitando para explicar por onde começa o processo de criação de uma nova fragrância. “Analisamos tendência de comportamento como um todo, mas também o que está faltando lançar. Depois disso, o desafio passa a ser a parte olfativa”.

Com esses dados em mãos, a equipe desenvolve um moodboard que servirá de inspiração para o perfumista. “Os perfumistas trabalham muito com imagens e cores, até porque o olfato é algo intangível. Não adianta escrever o que queremos, preferimos apresentar esse briefing visual para que o profissional possa traduzir olfativamente o que ele estiver vendo”, revela Andreia.

No caso do Arbo Reserva, que tem na fórmula um acorde de madeiras frescas (cedro, patchouli e vetiver), a inspiração principal foram as florestas. Já a fragrância final leva a assinatura do perfumista marroquino Carlos Benaim, o mesmo criador do primeiro Arbo e de clássicos como Polo (Ralph Lauren), Jasmine Noir (Bvlgari) e Eternity (Calvin Klein). “Num projeto novo, geralmente fazemos concorrência entre principais casas de perfumaria do mundo. Lançamos o desafio e elas têm um prazo para trazer amostras, que vamos lapidando e testando”, completa Andreia. “Alguns projetos duram de seis meses a dois anos e envolvem a avaliação de mais de mil fragrâncias”.

* O jornalista viajou a convite de O Boticário