Sábado, 22 de Fevereiro de 2020

Araquém Alcântara pede justiça para Juma


25/06/2016 às 10:57

Por Rosiel Mendonça

A notícia da morte da onça-pintada Juma após a passagem da Tocha Olímpica pelo Zoológico do Cigs, em Manaus, correu o mundo com a ajuda das redes sociais. O assunto foi trending topics no Twitter ao longo da semana e, além de revolta, reacendeu uma discussão sobre o uso de animais silvestres em eventos públicos.

O Comitê Olímpico até divulgou uma nota oficial admitindo que errou ao permitir que a tocha fosse exibida ao lado das onças acorrentadas: “Essa cena contraria nossas crenças e valores”.

Quem engrossou o coro dos descontentes foi Araquém Alcântara, considerado um dos maiores fotógrafos de natureza do País. Tive a chance de entrevistar o artista em 2013, quando ele passou pelo Amazonas junto com a equipe do documentário “Amazônia”, o primeiro em 3D gravado na região.

Na época, Araquém voltou a falar sobre a paixão dele pela Amazônia e pelas coisas da terra: “É a minha matriz criativa. Depois que descobri a Amazônia, em 1979, eu passei a defendê-la e a celebrá-la obstinadamente”.

Foi com esse espírito que ele decidiu se posicionar no Facebook em relação ao que aconteceu com Juma no dia 20: "Não estamos entendendo nada do que significa uma onça, uma árvore, um rio", escreveu. O fotógrafo também prometeu abrir o baú de fotos e compartilhar com o público, ao longo de 30 dias, diversos registros das “onças do Araquém” em seu habitat natural:


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