Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

Assistimos: o preciosismo visual e sonoro de "Transformers: O Último Cavaleiro"


14/07/2017 às 16:33

Por Laynna Feitoza

Nesta semana, a Paramount Brasil convidou o BEM VIVER BLOG para conferir a première do quinto filme da franquia “Transformers”. Intitulada “O Último Cavaleiro”, a produção, dirigida por Michael Bay, estabelece uma ponte onde se encontram o mundo medieval do Rei Arthur e o um tal pós-futuro em que entram os robôs alienígenas – os Tranformers. Além da coletiva de imprensa com o diretor e a atriz coadjuvante Isabela Moner, eu vi o filme e vou formular aqui a minha sincera opinião sobre ele. Aos fãs, cuidado: pode ser que o texto dê alguns spoilers. Mas juro que não é intencional.

Vamos aos dados básicos do filme e do que ronda os bastidores e a passagem das estrelas dele pelo Brasil. A produção tem 2h30 de duração, e é o primeiro filme rodado em câmeras IMAX 3D. Seus quatro antecessores faturaram cerca de 4 bilhões de dólares. A classificação indicativa é 12 anos e ele estreia por aqui no dia 20 de julho.

Na exibição do filme para a imprensa, que aconteceu no dia 10 de julho em São Paulo, a atriz adolescente Isabela Moner completou 16 anos e isso foi mais que o suficiente para o brasileiro se superar e engatar um “Olé, olé, olé, olá, Isaaa, Isaaa” quando a garota apareceu antes da exibição para falar com os fãs. Coisa de gente receptiva. Não vou dizer que não adorei.

Eu adianto a vocês que não sou cinéfila, então não sei tudo sobre cinema. O que posso dizer é que: gostei do filme. Ele tem seus méritos. Mas algumas questões me chamaram atenção – e a atenção da maioria dos colegas da imprensa presentes. São algumas questões que podem ser positivas ou negativas: depende muito de quem vê o filme.

A primeira questão é: a rapidez dos acontecimentos da produção. Sabe aqueles filmes em que não acontecem nada, e que te entediam? O “Transformers 5” passa longe disso. Vive em um outro mundo oposto a esse, aliás. Só que essa rapidez é questionada a partir do momento em que a cronologia da produção une a famigerada história do Rei Arthur e engata neste passado os robôs alienígenas, que na época medieval eram justificados como “magia”.

Como a cronologia do filme não é linear – tendo que voltar ao passado para explicar algumas relações do presente e futuro, não sobra muito tempo para o telespectador concatenar as ideias na cabeça dele com a rapidez necessária para entender as próximas cenas seguintes. Quando algo acontece e se tenta entender o que aconteceu, outra coisa já acontece, sucedendo outra, e etc. O que pode ser bom para quem pensa rápido, mas não tão bom para quem pensa um pouco devagar – como eu.

Outra questão a ser pontuada é a grandiosidade estética do filme. Coisa de louco. Uma avalanche de efeitos visuais faz par com uma enxurrada de efeitos sonoros. O tempo inteiro coisas explodem e carros viram robôs; em outro momento robôs se juntam e viram um só robô mais poderoso, e etc. A gente fica embasbacado, nervoso, empolgado mesmo com tudo isso. Pelo menos eu fiquei.

Mas não posso negar que fiquei meio zonza após o filme, diante de tanta coisa sonora e visual acontecendo ao mesmo tempo. Há cenas relativamente tranquilas, mas em que do nada brota uma explosão, e você se pergunta um pouco de onde veio essa explosão. Sendo Michael Bay esse rei supremo dos efeitos visuais, jamais poderíamos esperar outra coisa senão tudo isso, mas o filme assumiu uma roupagem frenética além da conta. Isso pode ser bom, mas também pode ser ruim.

Um ponto excelente – dos maiores, aliás – foi a escalação da atriz norte-americana Isabela Moner para viver a menina latina Izabella. Isso foi um acerto – e dos grandes – de Michael. Mesmo muito nova, a menina cativa e funciona com os amigos robôs. Mesmo sendo de “carne e osso”, sua bravura intimida até as máquinas e convence quem está vendo de fora. Interpretação digna.

Só posso classificar como competência o fato de uma menina tão nova, em seu primeiro grande filme, ter conseguido expressar emoção verdadeira nas gravações em que, no primeiro momento, não havia robô nenhum – visto que as máquinas são manipuladas depois por computação gráfica. Uma pena é que a menina não tenha aparecido tanto no filme como eu esperava. Acho que aconteceu um pouco a mesma coisa que aconteceu com o Coringa de Jared Leto em “Esquadrão Suicida”: talvez muitas cenas tenham sido gravadas, mas foram navalhadas na edição.

Durante a coletiva, Michael Bay disse que é atacado pela imprensa desde os 23 anos, época em que começou a dirigir filmes. Desde lá, brotaram trabalhos importantes como “Armageddon”, “Pearl Harbor” e “A Rocha” – todos dirigidos por ele. Ele disse ainda que não faz filmes para a imprensa, mas sim para o grande público, o que pode justificar todo o preciosismo visual e sonoro do qual ele tanto faz uso. “Transformers 5” é espetaculoso e empolgante. Mas não seria nada mal se o diretor nos deixasse um tempo a mais para pensar (risos).

Sinopse

Na trama, os humanos e os Transformers estão em guerra e Optimus Prime se foi. A chave para o nosso futuro está enterrada nos segredos do passado, na história oculta dos autobots na Terra. Durante esse caos, a salvação de nosso planeta recai sobre uma aliança improvável: Cade Yeager (Mark Wahlberg), Bumblebee, um lorde inglês (Sir Anthony Hopkins) e uma professora da Universidade de Oxford (Laura Haddock). Eles terão que unir forças para encarar uma batalha onde somente um mundo sobreviverá: o dos Transformers ou o nosso.

 

 


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