Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020

Batemos um papo com o músico Curumin sobre o novo disco dele

Bem cotado pelos críticos, "Boca" está disponível no Youtube e nas plataformas de streaming


06/06/2017 às 13:18

Rosiel Mendonça

Um dos lançamentos mais aguardados deste primeiro semestre, o álbum “Boca” (ouça abaixo), do músico paulistano Curumin, é a viagem sonora do momento. Com participações de gente como Russo Passapusso, Anelis Assumpção, Indee Styla e Rico Dalasam, as 13 faixas do disco dão uma mostra do novo momento do cantor e compositor, que leva a outro patamar os elementos eletrônicos característicos do seu trabalho.

De fato, “Boca” surge ainda mais orgânico e “cheio de estranhezas” – definição emprestada de Anelis – que o álbum anterior, “Arrocha” (2012). “Nossa vontade era que os eletrônicos tivessem um peso maior, mas sem o efeito ‘quadrado’ da programação”, explica Curumin, que atribui às gravações ao vivo a atmosfera que o trabalho adquiriu. “São faixas mais interpretadas. Tudo que a gente poderia fazer no looping resolvemos gravar tocando mesmo”.

Além disso, as “quebras” entre algumas músicas, recurso que ele vinha usando também desde “Arrocha”, ganharam mais destaque, com abruptas intervenções sonoras de diferentes espécies. “Há momentos em que está num flow, num ritmo, e de repente entra uma coisa cortando. É como se o disco tivesse sido montado como se monta um filme, tornando tudo um pouco mais louco”, acrescenta.

O próprio processo de composição de Curumin se assemelha a um trabalho de junção de fragmentos. “Não existe um jeito de criar que seja convencional, porque a criação está ligada a um momento de liberdade, de se desvencilhar das convenções e regras”, afirma o cantor, ressaltando as facilidades de se ter sempre o celular à mão.

“Há momentos em que a gente está distraído, mas aí pinta uma frase, um refrão, uma melodia, então é só pegar o celular e registrar tudo. No fim das contas, eu tinha quase um banco de pequenas ideias no celular, os pontapés para as faixas estavam todos ali”, completa ele, produtor do disco ao lado de Zé Nigro e Lucas Martins.

Amigos

“Boca” fecha com a inédita “Paçoca”, samba que recebeu o auxílio generoso de Iara Rennó, Anelis Assumpção, Andreia Dias e Max B.O. Sobre essa composição, Curumin comenta: “Eu tinha uma ideia de refrão mas tinha certo medo, porque samba é tradição né, tem que ter história, então chamei essas pessoas para me ajudar”.

Já a rapper espanhola Indee Styla ajudou a imprimir sensualidade e força feminina à faixa “Boca cheia”, mais ligada aos temas de amor. Com o rapper Rico Dalasam, ele compôs “Tramela”, e a parceria com Russo Passapusso se fez presente em “Boca pequena”, que inspirou o nome do disco. “O Russo e o Rico têm muito da música de rua, de gueto, então eles trouxeram essa energia para o trabalho”, diz.


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