Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020

Cor do ano, o tom ultraviolet é marcado pelo misticismo e a criatividade

a cor ultra violet é simbólica no meio artístico, partindo de artistas como David Bowie, passando por Prince e chegando em Jimi Hendrix. "Esse tom representa engenhosidade. A ideia sobre ele é que nos deixe mais cientes das nossas capacidades criativas e sensitivas", destaca arquiteta


27/02/2018 às 12:29

Laynna Feitoza

Uma cor mística e original: assim podemos definir a cor “ultra violet”, escolhida pela Pantone – instituição considerada a “autoridade das cores” na arte gráfica – como a cor de 2018. O tom do ano é uma espécie de roxo com toques azulados, o que sugere o mistério do cosmos e o desejo de saber o que está adiante, segundo a arquiteta Erika Schuck (@sd.arqeconst).

“A escolha do ultra violet como cor do ano pela Pantone acabou sendo uma grande surpresa, principalmente por ser um tom vibrante e que se destaca por ser considerado provocativo e quebra de padrões. Esse tom representa engenhosidade. A ideia sobre ele é que nos deixe mais cientes das nossas capacidades criativas e sensitivas”, comenta a arquiteta.

Segundo Schuck, a cor pode ser utilizada em qualquer ambiente (tanto em externos, quanto em internos). “Só é preciso ter cuidado para não exagerar na utilização dessa cor. Por exemplo: em um local menor, o ultra violet pode ser usado em detalhes, como objetos. Já em espaços maiores, pode estar presente em uma parede”, considera ela.

Por combinar com várias cores, a mistura – caso deseje misturá-la a outros tons - vai depender do ambiente. “A cor cria composições bastante interessantes se forem contrastadas com tons mais neutros, como branco, nude, etc. Ressaltando que é bom evitar a utilização com cores mais escuras, justamente para não tornar o ambiente tão pesado”, comenta.

AURA ARTÍSTICA

(O multiartista David Bowie)

Para a arquiteta Larissa Saboia (@arquitetura.larissa), a cor ultra violet é simbólica no meio artístico, partindo de artistas como David Bowie, passando por Prince e chegando em Jimi Hendrix. “Traz à tona uma individualidade e expressão muito fortes, que eram características deles. O ultra violet fica entre o vermelho e azul. A abrangência da paleta que ela permite utilizar é serena, única e intensifica a criatividade”, assegura Larissa.

Como dica de uso da cor, Sabóia orienta deixar a sala em tons claros e na porta aplicar o ultra violet, o que permite um contraste logo na entrada. “Outro exemplo pode ser aplicado como uma parede de destaque, mas com detalhes que tragam a suavidade e expressão que a cor transpassa, mas sem cair no exagero. Caso considere porta ou parede demais, a cor pode ser utilizada em detalhes como almofadas, sofás, objetos decorativos, flores, vasos, tapetes, roupa de cama, cadeiras, luminárias e por aí vai”, pondera ela.

Existe uma contra-indicação da cor? Segundo Larissa, sim. “Ela não é indicada para ambientes que têm a característica de fast-food ou de um lugar onde o fluxo pede uma rotatividade muito grande de pessoas, porque geralmente nesses lugares o objetivo é esse: da pessoa ir e vir o mais rápido possível para que haja espaço para a próxima, e o ultra violet não possui essa característica, justamente por fazer com que a pessoa queira permanecer nos ambientes. Por isso, sugiro que outra cor seja aplicada nesse caso”, finaliza.

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