Publicidade
Blogs

Cuidado com o integral ‘fake’

Nutricionista dá dicas de como escolher produtos verdadeiramente integrais e fala da importância do consumo das fibras na alimentação 02/09/2018 às 18:18
Show 1397380 965f7f35 6e23 4823 b769 7719d2fcb2df
Foto: Divulgação

Por Juan Gabriel

Pelos supermercados, a cena tem se tornado cada vez mais comum. Em meio às prateleiras, biscoitos, pães, e outros produtos rotulados como integrais, pouco a pouco, vão sendo postos nos carrinhos de quem busca melhorar a qualidade de vida através da alimentação. A intenção de quem os compra pode até ser boa, mas será que a escolha foi certa?

Na hora de optar por produtos integrais é preciso estar atento a informações cruciais que podem revelar se de fato o produto é ou não pertencente a classe. “Ao comprar um alimento no mercado, devemos nos atentar a informações como validade, informações nutricionais e lista de ingredientes”, destaca a nutricionista Camila Castello, que também atua como consultora nutricional da Adria, empresa especializada na produção de alimentos.

Com a crescente busca por alimentos ricos em fibras, empresas fazem uso de estratégias como produzir alimentos com cores mais escuras - dando a impressão de que ele não possui farinha branca - ou enfatizando a presença de grãos como chia, quinoa ou linhaça, sem necessariamente ter quantidades necessárias para que o produto seja rico em fibras.

De acordo com Castello, o principal truque para descobrir se o alimento de fato é integral é se atentar a lista de ingredientes usados na fabricação, geralmente presente na parte de trás do rótulo. “Essa lista é feita em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente está presente em maior quantidade e assim sucessivamente. O biscoito integral, por exemplo, deve ter como primeiro ingrediente a farinha de trigo integral”, destaca a nutricionista.

“A tabela nutricional também traz informações importantes, como quantidade de nutrientes e tamanho da porção sugerida para consumo. Tenha atenção à quantidade de fibras. Um produto fonte de fibras deve oferecer, no mínimo, 2,5g de fibras por porção”, completa a profissional.

Fibras pra quê?

O consumo de alimentos integrais traz vantagens não apenas para quem quer acertar as contas com a balança. Ricos em fibras, estes alimentos podem promover diversos benefícios para a saúde como a redução do tempo de trânsito intestinal e aumento do volume fecal, além da redução do LDL-colesterol (o colesterol ruim) e redução dos níveis de açúcar no sangue após as refeições.

“As fibras podem estimular também o crescimento de bactérias boas no intestino, como as bifidobactérias e lactobacilos, contribuindo para o equilíbrio da microbiota e bom funcionamento intestinal”, completa Castello.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um adulto saudável deve consumir de 25 a 35g de fibras por dia, no entanto, um levantamento da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), aponta que 74% dos brasileiros não atingem essa recomendação. 

“A melhor forma de conseguir atingir essa recomendação é consumir alimentos in natura como frutas, verduras, legumes, cereais e leguminosas, que são fontes de fibras e incluir produtos que possuam cereais integrais na composição, além de beber bastante água e adotar hábitos saudáveis”, orienta a nutricionista