Domingo, 21 de Abril de 2019
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Manaus: A capital da obesidade

Pesquisa revela que Manaus está no topo da lista de capitais brasileiras com maior indície de obesos. Especialista revela os motivos por trás dos números e fala como reverter cenário


23/03/2019 às 16:48

por JUAN GABRIEL | foto DIVULGAÇÃO

Manaus lidera um ranking preocupante. Segundo um levantamento feito pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), a capital amazonense é a cidade com o maior índice de obesidade entre as capitais do Brasil.

Os dados revelam números alarmantes. Foi constatado que cerca de 57,6% dos manauaras estão com excesso de peso e 23,8% sofrem com algum grau de obesidade. O fato fez com que a cidade ficasse a frente de Macapá (23,6%), Campo Grande (23,4%), Cuiabá (22,7%), Porto Velho (22,4%) e Recife (21%).

Segundo a endocrinologista Camila David, os altos números de obesos na capital amazonense são reflexos de uma mudança brusca nos hábitos de consumo alimentares. Além disso, outro fator determinante para que o manauara lidere a lista é o sedentarismo.

“O principal fator que determina o aumento da obesidade na população de Manaus foi ligada a falta de atividade física (sedentarismo). A grande maioria quase 90% não pratica a atividade física recomendada pela organização mundial de saúde, que são no mínimo 150 minutos semanais”, explica Camila.

Alimentação

A profissional enfatiza que esse problema se dá também pela constante substituição de alimentos naturais presentes na nossa região por outros industrializados sobre o pretexto de serem mais práticos e menos calóricos, mas que na verdade alteram fatores que contribuem com o ganho de peso.

“As calorias dos nossos alimentos regionais não são o problema, o problema é trocá-los para comer farinha de trigo refinada o dia todo. Por exemplo, antigamente o café da manhã era pupunha ou banana pacovã com ovos, hoje é pão com queijo e presunto. No almoço comia-se peixe com a farinha, que era o único carboidrato, hoje é carne, arroz, feijão, macarrão e a farinha. Estamos trocando alimentos naturais, rico em fibras, vitaminas e nutrientes importantes por alimentos com uma densidade calórica alta e baixo conteúdo nutricional”, detalha a médica.

Alerta

Embora o cenário seja negativo, a expectativa é de que o resultado do estudo sirva como um alerta para que o manauara reverta a situação. Para a endocrinologista, isso só será possível com a mudança de alguns hábitos ruins durante o dia a dia.

“A reversão dessa situação é mudar maus hábitos. Em primeiro lugar, na minha opinião, é incluir atividade física na rotina. Não enxergar atividade física como uma obrigação, mas sim como um momento de prazer, de cuidar de si, da sua saúde, além de ajudar a manejar o estresse. Em segundo lugar, abolir certos alimentos da rotina alimentar, e fazer de alguns exceções em alguns momentos”, pontua a profissional.

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