Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020

'Pneumonia: tô fora!' tem o ator José Loreto como embaixador nacional

Portador de diabetes, ator emprestou seu rosto à campanha da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) que chama a atenção para a gravidade da pneumonia em pessoas com a doença crônica


19/07/2016 às 20:39

Por Lucy Rodrigues*

Quem vê o ator José Loreto interpretando personagens nas novelas e no cinema - recentemente dando vida à história do lutador amazonense José Aldo - não imagina que além da rotina intensa de leituras de textos e gravações, ele ainda precisa cuidar muito bem da saúde. Portador de diabetes, Loreto emprestou seu rosto à campanha "Pneumonia: tô fora!", iniciada este mês pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e que chama a atenção para a gravidade da pneumonia em pessoas com a doença crônica. A boa notícia, anunciada por ele, é a gratuidade da vacina em 49  Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) espalhados pelo País, inclusive em Manaus.  

 

Riscos

Estima-se que 14 milhões de brasileiros vivam com diabetes. Essa  população é cinco vezes mais vulnerável às doenças pneumocócicas invasivas como a pneumonia - segunda doença respiratória mais comum no Brasil. Só a região Norte registra mais de 940 mil internações com cerca de 23 mil mortes ao ano relacionadas a problemas respiratórios. Daí a importância de conscientizar para a vacinação. 

Conversei com a Dra. Amanda Alecrim, que atua há mais de 16 anos com imunização e está à frente da clínica Vacinar, em Manaus. Ela explicou porque é tão importante  pessoas de grupos de risco se imunizarem contra a doença.

 “Muitas vezes uma pessoa saudável tem a pneumonia e a gente trata com antibiótico em casa. Mas pacientes que tem diabetes, cardiopatas, idosos e bebês apresentam essas infecções em sua forma mais grave, aumentando o risco de internações e seqüelas”.

A vacina

Dra. Amanda me contou que existem duas vacinas seguras e eficazes para proteger adultos da doença pneumocócica: a vacina pneumocócica 23-valente (polissacarídica) 7, aplicada em dose única e é indicada para adultos e crianças a partir de 2 anos de idade, disponível no sistema público de saúde. E a  vacina pneumocócica conjugada 13, disponível no sistema privado de saúde também licenciada para adultos com mais de 50 anos. 

A imunização reduz o risco de infecções graves causadas pelo Streptococcus pneumoniae, conhecido também como pneumococo, importante agente bacteriano causador de infecções como otite, sinusite, pneumonia, meningite, septicemia e bacteremia (presença de bactérias no sangue).

“É muito comum também crianças que têm casos de otites e sinusites de repetição fazerem a vacina por indicação médica e cessarem essas ocorrências. É uma vacina utilizada há muito tempo e é muito segura. A reação mais comum é dor e  avermelhamento local. Há 16 anos trabalhando com ela posso afirmar que menos de 1% dos imunizados faz febre ou reação alérgica grave. Quando a gente pesa entre a internação por pneumonia em uma dor local, vê que compensa muito”.

Onde encontrar?

Na rede pública a vacina está disponível gratuitamente apenas para pacientes com diabetes, cardiopatias, doenças neurológicas, congênitas, entre outras, mediante receita médica, no Instituto de Medicina Tropical (Endereço: Av. Pedro Teixeira, 25 – D. Pedro), que funciona das 8h às 14h.

Para outros grupos de risco ou quem quiser se imunizar contra a doença a clínica Vacinar oferece a vacina continuamente.

Pneumonia

A pneumonia é uma infecção que acomete os pulmões. A doença é provocada pela entrada de um agente infeccioso (bactéria, vírus ou fungo) e por reações alérgicas no espaço alveolar dos pulmões. Diferente do vírus da gripe, que é altamente infectante, o agente infeccioso da pneumonia não costuma ser transmitido facilmente. Entre os sintomas mais comuns estão: frebre alta, tosse, dor no tórax. Alterações da pressão arterial, confusão mental, mal-estar generalizado, falta de ar, secreção de muco purulento amarelada ou esverdeada, toxemia (danos provocados por toxinas no sangue) e prostração (fraqueza).

Diabetes

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto - a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

 

 

*A editora do Bem Viver é jornalista há mais de 10 anos, a maior parte deles dedicados à cobertura de cultura e variedades. Escreve semanalmente sobre saúde nesse espaço.


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