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As cintas estéticas vieram para desenhar o corpo de homens e mulheres

Feitas para remodelar a silhueta ou para serem exibidas como um complemento do look, as velhas e boas cintas estão em alta na cidade 21/05/2018 às 11:51 - Atualizado em 21/05/2018 às 11:55
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No Miss Amazonas 2018, as candidatas fizeram um desfile trajando cintas, provando que escondê-las é coisa do passado (Foto: Dinelly Fotografias Profissionais)

Por Laynna Feitoza

Coloca, estica, puxa e afivela. Esse ritual é bastante conhecido por quem faz uso de modeladores corporais. Antigamente, lá por volta de 1800, as mulheres usavam espartilhos por baixo de suas anáguas, a fim de modelar a cintura. Hoje, a estrutura mais rígida deu espaço às cintas estéticas. Se antes era motivo de vergonha mostrar que usava cinta para reajustar o corpo, hoje isso é motivo de orgulho. E mais: Não é só quem, de fato, quer remodelar as medidas que pode usar. Atualmente, muitas são fabricadas de modo que possam ser exibidas nas silhuetas como um item de moda.

No passado, a empresária Késia Pacheco tinha preconceito em relação ao uso de cintas, por achar que não dariam resultado. “Lembro que, quando tive meu filho, o médico recomendou que eu usasse para os músculos voltarem ao lugar, mas eu não consegui e desisti. 8 anos depois, eu queria ter uma cinturinha e resolvi usar a que uso hoje, com 20 barbatanas”, coloca ela. 

Hoje em dia, com oito meses de uso, ela nota que enxerga mudanças no corpo, principalmente na postura e cintura. Com o passar do tempo, Késia alega que nem sente mais que tem “algo” apertando e que a cinta “fiscaliza” a quantidade de comida ingerida nas refeições. “O bom da cinta é que, na hora das refeições, ela só me deixa comer o necessário, pois ela aperta muito se comer além disso”, diz.

Masculino

E há homens que ficam longe do preconceito e que fazem uso de cinta. Um exemplo é o do modelo e atleta Carlos Santana. “A princípio, escolhi usar para ajudar no desenho da parte superior do meu corpo. Por natureza o homem é mais ‘quadrado’ e eu, por ser modelo e atleta, vi a necessidade de melhorar isso em mim”, conta ele, que usa há cerca de um ano e declara que os resultados vieram em pouco tempo. 

“Principalmente quando estou na fase da perda de peso, onde o desenho da cintura fica mais acentuado”, aponta o atleta. Como homem, ele demonstra não ter nenhum tipo de problema com o uso do item. “O mundo evoluiu demais e essa parte estética no universo masculino é tão explorada quanto no universo feminino”, alega Santana.

(O modelo e atleta Carlos Santana usa cinta para desenhar a parte superior do corpo. Foto: Eduardo Gomes/Divulgação)

Fabricantes

Várias marcas estão despontando com cintas modeladoras. Segundo a empresária Sheila Carvalho (@sheilacintas), as cintas ajudam no processo de desinchaços abdominais, ajuda a deixar a postura ereta e é uma super aliada na prática das atividades físicas. Porém, alguns cuidados são necessários para o seu uso. “É preciso ter cuidado sempre para não usar a cinta muito apertada, para não afetar a circulação”, pondera ela. 

Feitas com cetinete e poliamida, as peças são produzidas com elegância, sempre ofertando um charme a mais para quem a usa como acessório. Isso é possível graças à suavidade da aparência, que se difere do material um pouco mais grosseiro dos espartilhos, por exemplo. “A cinta pode ser usada de quatro a oito horas por dia, e pode ser utilizada tanto para malhar, como no dia a dia. Pode usar ela tanto por baixo quanto por cima da roupa, para compor o look”, declara ela. 

A diferença entre as cintas masculinas e femininas é mínima, de acordo com a empresária Vanete Nascimento (@cintasnety). “Apenas alguns detalhes da cintura e o formato do corpo. As cintas masculinas são feitas para auxiliar a manter uma postura mais correta, comprimir o abdômen. Mas tem homens que preferem as femininas”, pondera ela, lembrando que cintas não reduzem gordura: apenas ajudam na compressão do abdômem/cintura para a redução das medidas. “As cintas modeladoras não têm princípios ativos que eliminem gordura, celulite ou flacidez. Somente produtos usados em procedimentos estéticos têm essa função”, pondera Vanete. 

Ela pontua que a procura de cintas por homens é grande. “Alguns são tímidos, outros estão em fase de emagrecimento e necessitam das cintas para ajudar. Outros têm problemas de coluna e procuram cintas, pois são mais práticas que as ortopédicas. Uns são obrigados a usar cintas para aliviar as dores lombares”, coloca a empresária, que fabrica cintas no tecido cetinete, que podem ser sem barbatanas e com barbatanas – hastes de silicone flexíveis e reforçadas. “As cintas que contém barbatanas não devem ser usadas para fazer exercícios físicos, porque podem prejudicar os movimentos e a circulação”, orienta a empresária.

Olhar clínico

O médico Marcelo Loquette, ortopedista cirurgião de coluna, explica que as cintas estéticas também trazem benefícios, porque atuam como um tutor que auxilia na correção postural, evitando a fadiga muscular e sobrecarga mecânica que incide sobre a musculatura lombar. “Busque cintas com espuma que melhore o conforto, chapa de 2mm nas costas para auxiliar ainda mais na postura, sistema que evita a torção da fita, alças largas e fechamento com velcro. A função da cinta é modelar o corpo e não apertar. Ao vestir a cinta, confira se as hastes de aço não estão incomodando ou machucando. Também olhe com atenção o tecido e principalmente a elasticidade da cinta. Uma cinta com boa elasticidade é sinal de durabilidade”.