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Tártaro: gengivite pode levar à perda de dentes, alerta dentista Rafael Puglisi

15/10/2018 às 11:51 - Atualizado em 15/10/2018 às 11:53
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O problema ainda atinge quase metade dos jovens entre 15 e 19 anos (49,1%) e quase a totalidade da população idosa no país (98,2%), com idade entre 65 e 74 anos

Por Alexandre Pequeno

De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 82% dos adultos de 35 a 44 anos sofrem com algum tipo de doença periodontal. O problema ainda atinge quase metade dos jovens entre 15 e 19 anos (49,1%) e quase a totalidade da população idosa no país (98,2%), com idade entre 65 e 74 anos.

Em muitos desses casos, é comum a formação do tártaro, seguido da gengivite, podendo evoluir para uma periodontite, que é uma doença que afeta desde a gengiva até o osso que envolve e suporta o seu dente.

"Uma gengiva saudável, por exemplo, não sangra, e esse pode ser o primeiro sinal de que há algo errado na boca do paciente", diz o Dr. Rafael Puglisi, cirurgião-dentista especialista em odontologia estética.

“O tártaro não vai gerar nenhum sintoma, mas a gengiva inflamada pela presença dele, sim. É possível ter dor ou sensibilidade na gengiva e sangramentos. Também podemos encontrar sinais como vermelhidão e inchaço na gengiva”, completa o dentista.

Alerta ao tártaro

Após a calcificação da placa bacteriana, forma-se o tártaro, o qual não é possível remover apenas com escovação e o uso do fio dental.

"O primeiro sintoma é o amarelado nos dentes. O tártaro é uma camada de sujeira que vai se formando nos dentes. A pessoa passa a língua nos dentes e sente a sensação que eles estão ásperos", destaca o médico. De acordo com o especialista, apenas o cirurgião-dentista pode removê-lo com instrumentos apropriados.

“Quando essa remoção (raspagem e profilaxia) não é realizada, pode ocorrer a inflamação da gengiva (gengivite). A gengivite é reversível e o cirurgião-dentista é capaz de realizar o correto tratamento. Caso o paciente não realize este tratamento, essa gengivite pode evoluir para a periodontite, quando a inflamação começa a afetar a inserção óssea dos dentes”, esclarece Puglisi, famoso por atender diversas celebridades como Neymar, Marina Ruy Barbosa, Giovanna Ewbank, entre outros.

Puglisi ainda alerta que além do problema ósseo local da gengivite não tratada, a cavidade oral (boca) é a porta de entrada para o corpo todo, levando assim altos números de bactérias para todo o sistema do corpo humano. Para o especialista, a maneira mais eficaz de evitar o tártaro é a higiene oral, conforme o cirurgião dentista indicar para cada paciente.

A periodicidade das consultas ao cirurgião dentista também é individual, existem pacientes que devem retornar a cada 3 meses, outros a cada 4, ou 5 meses. “A maioria deve retornar a cada 6 meses. O ideal é que cada cirurgião-dentista indique essa periodicidade para cada paciente”, afirma Puglisi.

"O alerta que eu deixo, é que a pessoa deve procurar um cirurgião-dentista ao perceber um sangramento da gengiva rotineiro, se a gengiva sangra ao escovar os dentes, é sinal de que pode haver alguma coisa errada com a saúde bucal", finaliza o dentista.

O Dr. Rafael Puglisi é cirurgião-dentista e atua como coordenador clínico e de planejamento digital oral. Ele também é diretor do departamento de pesquisas do Instituto Odontológico Guy Puglisi, o IGP. Apaixonado por sorrisos, buscou a especialização em odontologia estética, adquirindo o domínio de inovadoras técnicas de próteses em cursos no exterior. Atualmente, por ser reconhecido pelo seu ótimo trabalho prestado, o Dr. Rafael Puglisi possuí mais de 1,3 milhão de seguidores em seu perfil no Instagram.