Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

Manaus ganha laboratório de robótica aeronáutica para a tecnologia VTOL

A Hawk Geo, uma empresa americana de inteligência aeroespacial, trouxe para o Brasil a tecnologia VTOL, um tipo de aeronave não-tripulada mais potente que o drone e tem planos ambiciosos de produzir os equipamentos aqui. O laboratório é o primeiro passo para a pesquisa e inovação no segmento.


26/08/2019 às 18:56

Se os drones estão revolucionando os negócios e dando ao mundo uma nova perspectiva, os VTOL trazem um cenário mais futurista a partir de uma tecnologia mais sofisticada.

O VTOL um tipo de aeronave não-tripulada controlada remotamente, sendo mais potente e mais eficiente que o drone e com mais utilidades técnicas. 

A sigla em inglês quer dizer Vertical Take-Off Landing, uma aeronave não-tripulada que tem a capacidade de decolar e pousar como um helicóptero, mas voa como se fosse um avião.

A Hawk Geo, uma empresa americana de inteligência aeroespacial, trouxe a tecnologia VTOL para o Brasil e tem planos ambiciosos de produzir os equipamentos aqui. 

Centro de pesquisa

A Hawk Geo vai lançar, em Manaus, o primeiro Laboratório de Automação Robótica Aeronáutica (LARA) do Brasil. A inauguração acontece nesta próxima nesta terça-feira (27), às 10h, em Manaus, e vai contar com a presença de representantes das forças armadas e órgãos públicos.

O LARA está incubado no Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico (CDTECH), no Campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A Hawk foi fundada em 2013 por dois engenheiros aeronáuticos, um americano e um brasileiro. Desde 2017, tem um escritório na incubadora da Ufam, em Manaus, e comercializa aeronaves não-tripuladas que hoje são fabricadas nos Estados Unidos e China.

O laboratório significa a conquista de um espaço de pesquisa, estudos e inovação para o segmento na Amazônia, uma vez que ainda não existe nada parecido no País.

O que é o VTOL?

O VTOL cumpre a mesma função de um drone, mas com uma anatomia diferenciada que lhe permite voar mais alto, mais rápido e por mais tempo.

Enquanto os drones voam, normalmente, com uma autonomia de 30 minutos a uma velocidade 50km por hora, o VTOL pode voar a 100km por hora e com uma autonomia de bateria de até 5h. A altura de 120 metros de voo é padronizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), tanto para drone quanto para VTOL.

Para que serve?

Esse tipo de equipamento tem várias utilidades comerciais e é voltado para o segmento corporativo, como empresas e órgãos governamentais. É o que chamamos de B2B (Business to Business).

O VTOL é eficiente, por exemplo, na inspeção de redes de energia e de gasoduto; agronegócio; vigilância aérea; inspeção; aerofotogrametria; levantamento topográfico em grandes áreas; e até entregas de produtos.

O futuro é pra já

Para se ter uma ideia, empresas já estão se preparando para atender a esse promissor mercado promissor, tanto aperfeiçoando a tecnologia, quanto testando o VTOL em vários serviços de mobilidade aérea.

A Bosch está desenvolvendo um sensor de última geração para fazer com que os voos de VTOL sejam especialmente seguros, confortáveis e práticos.

A EmbraerX, uma subsidiária de inovação da Embraer S.A, apresentou em junho deste ano, nos Estados Unidos, o protótipo eVTOL, um novo conceito de veículo voador elétrico que pode ser usado como modelo de transporte. A companhia planeja que o e-VTOL se torne acessível para todos.

O e-VTOL faz parte do projeto da Uber de entrar no segmento de carros voadores em três cidades. Em 2020, serão feito testes nas cidades de Dallas (EUA), Los Angeles (EUA) e Melbourne (Austrália).

Parece que o futuro de veículos voadores pelo céu não está tão longe quanto imaginamos!


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