Terça-feira, 19 de Janeiro de 2021

Mergulho bestial

Aplaudam a tragédia brasileira e dancem a vitória bestial sobre a derrota humana


Mergulhas na água da insensatez

Molha o teu corpo na lama da prevaricação

Arma o revólver com os dedos das tuas mãos

Atira. Mata mais. Já são aproximadamente 200 mil mortos

Ria para os teus seguidores no nado da irresponsabilidade

Eles gritam enlouquecidos em gozo diante de ti. Herói de areia.

Riam seres perversos. São tuas respostas às lágrimas dos milhões que choram a fome real

Aplaudam a tragédia brasileira e dancem a vitória bestial sobre a derrota humana

Ignorem os corpos lançados na vala comum. Ignorem o desespero dos sem-leito, sem-remédios, sem assistência médica e hospitalar

Defendam a letargia diante do caos recepcionado pelo ídolo de barro

Que importa, quem importa?

A festa insana continua. Pública, clandestina, sob bênçãos de certos pastores.

Aglomera, burla a prevenção e espalha aberrantes atitudes.

Aplaudam. O Brasil está quebrado!

Problema do Brasil e desses brasileiros que ousam se posicionar contra as sandices

presidenciais

Continua a festa da entrega dos bens do País, do fim de ações de socorro aos mais vulneráveis

Desfile entre nós o desprezo pelo respeito à vida e o apreço ao engodo como lema

Lambuza a tua existência triste no poder temporário que encaixota aliados ridicularizando-os e enaltece a violência do método

Passeia tua estupidez na sociedade, espalha a tua insipiência. Tens tempo para ouvir os gritos dos teus seguidores e fazer deles revólveres humanos do exército da ira que sustentas na tua cultura.

Aplaudam o mergulho nas águas da insensatez. Espalhem-se como necrófilos insaciáveis

Multipliquem os tutoriais sobre como burlar as medidas de prevenção e gargalhem diante do feito realizado. Tem lugar p’ra tudo nesse mundo, até para a divulgação e disseminação desse tipo de proposta, com direito a bombar nas redes sociais e a receber prêmio pela criatividade (imbelicizada).

Tem água podre jorrando, esparramando. Que tal um novo mergulho nesse submundo?

Tente. Seguranças, pagos com dinheiro público, estão juntos para afastar os fãs e prestar socorro se algum bicho solto n’água escapar ao controle. Afinal, provocar tumulto e ser desrespeitoso é a tua marca administrativa. Por que o Brasil quebrou?

Brasil, para que vacina? Para que seringas? Para que máscara e distanciamento social? Deixa sofrer, deixa desesperar, deixa morrer. Enxota os pesquisadores e a ciência.

Acione os soldados, capitão, teu exército é o da subserviência a qualquer custo. A qualquer custo. ‘Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade’. Quantos soldados estão, nesse momento, a serviço da mentira e da maldade em teu nome. Quantos ministros e diretores silenciados para que a tua vontade prevaleça.

Dança, com os teus, ao som do pesadelo que ajudaste a construir. A alma do povo em agonia espia o teu deplorável espetáculo de destruição.


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