Terça-feira, 26 de Outubro de 2021

PcDs e o mercado de trabalho

Confira carreiras que mais contratam Pessoas com Deficiência


12/08/2021 às 11:48

Nos últimos 10 anos, a contratação de profissionais com deficiência formados no ensino superior teve um aumento de 159,16%, segundo levantamento do Quero Bolsa, plataforma de bolsas de estudos, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No Brasil, os dados do Quero Bolsa destacam um avanço na inclusão no mercado de trabalho. Em 2010, foram 4.395 contratações. Em 2019, o total cresceu para 11.390. No entanto, no período analisado de 2010 a 2019, apenas em três anos as contratações superaram as demissões desses empregados, em 2010, 2011 e 2018. E como tudo que envolve as Pessoas com Deficiência é muito envolto de pouca pesquisa e informação mais detalhada.

De acordo com o levantamento, a maior parte das contratações se concentra na profissão de ajudante de escritório. Confira o ranking das 10 principais carreiras:

Assistente Administrativo - 1.900

Auxiliar de Escritório, em Geral - 1.772

Escriturário de Banco - 670

Analista de Desenvolvimento de Sistemas - 275

Recepcionista, em Geral - 233

Administrador - 232

Analista de Recursos Humanos - 208

Enfermeiro - 186

Vendedor de Comercio Varejista - 133

Operador de Telemarketing Receptivo - 131

Claro que com a pandemia do novo coronavírus esse cenário não viveu melhoras. 93% dos profissionais com deficiência acreditam que a pandemia tem dificultado a procura por emprego. O dado faz parte da pesquisa Catho com mais de 1.400 profissionais que possuem alguma deficiência.

Para 69% dos respondentes, a falta de oportunidades é a maior barreira. E 83% contam que usam a internet para encontrar vagas. E em meio a tantas dificuldades de um emprego formal o empreendedorismo se apresenta como alternativa.

Assim como para pessoas sem deficiência, o empreendedorismo por necessidade representa grande parte da origem dos empreendimentos criados por pessoas com deficiência (PcD) e/ou famílias que contêm deficientes físicos e mentais/intelectuais, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade e moradoras de comunidades de baixa renda. Em famílias que possuem filhos ou dependentes com deficiência, normalmente um membro acaba se dedicando exclusivamente para acompanhar a PcD, o que dificulta a permanência em um trabalho formal e isso se agrava na renda de famílias em vulnerabilidade social. A dificuldade do desenvolvimento da pessoa com deficiência e sua família acarreta problemas financeiros, emocionais e sociais.

A LBI estabelece, entre os Art. 34 ao 38, que “Os programas de estímulo ao empreendedorismo e ao trabalho autônomo, incluídos o cooperativismo e o associativismo, devem prever a participação da pessoa com deficiência e a disponibilização de linhas de crédito, quando necessárias.” Embora a conquista do emprego seja relevante, do ponto de vista econômico e social, vale lembrar que os deficientes também podem e devem ser incentivados a desenvolver suas próprias empresas, contribuindo assim tanto para seu processo de inclusão social e crescimento econômico quanto para o desenvolvimento do País.

É muito importante que o ecossistema empreendedor inclua também este público em suas ações e estudos. Desde a garantia de acesso a formação de competências empreendedoras para pessoas com deficiência e suas famílias até formas de incentivo ao empreendedorismo por essas pessoas.

Independência, liberdade e oportunidade para todos.


Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.