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Mais brilhante Rubi da Amazônia

Goleira titular absoluta de sua equipe, o Esporte Clube Iranduba da Amazônia, durante todo o ano de 2017, Rubiana Suzie, a Rubi, perdeu a titularidade para Maike, que vivia uma grande fase, no campeonato brasileiro deste ano. Boa parte dos torcedores achou a troca desnecessária, ainda assim, a decisão do então técnico Adilson foi soberana. Alheia a isso, Rubi se manteve discreta e, sobretudo, ainda mais intensa nos treinamentos. Um sorriso tímido parecia esconder sua grande força interna. Como se isto fosse necessário. Durante a Taça Libertadores de América de 2018, a camisa 12 lhe guardaria muito mais que apenas um lugar no banco de reservas. Caberia ao tempo dizer isso. Conheci Rubi durante uma palestra que ministrei para o plantel do Iranduba, confesso que entre tantas atletas, o que me chamara atenção foi o fato dela ser a única delas, graduada, conforme ressaltara o presidente da equipe amazonense, João Amarildo. Pouco tempo depois, muito por conta disso, pude conversar com ela sobre gestão de projetos esportivos, um tema sobre o qual ela já despertara interesse, sobretudo para quando deixar para trás a vida de atleta profissional. Paulista de Santo André, Rubi já se acostumou de morar longe da família, ainda assim, não se furta a destacar o orgulho que sua mãe, Cida, sente por suas proezas no esporte. Corinthiana quando criança, cheguei a perguntar para ela, se fazia alguma diferença enfrentar a equipe de sua infância: “Claro que não Zé, até pênalti eu peguei contra elas” sentenciou com um breve sorriso de satisfação. Na verdade, durante o campeonato brasileiro de 2017, Rubi defendeu três pênaltis. 19/12/2018 às 06:42
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Goleira titular absoluta de sua equipe, o Esporte Clube Iranduba da Amazônia, durante todo o ano de 2017, Rubiana Suzie, a Rubi, perdeu a titularidade para Maike, que vivia uma grande fase, no campeonato brasileiro deste ano. Boa parte dos torcedores achou a troca desnecessária, ainda assim, a decisão do então técnico Adilson foi soberana. Alheia a isso, Rubi se manteve discreta e, sobretudo, ainda mais intensa nos treinamentos. Um sorriso tímido parecia esconder sua grande força interna. Como se isto fosse necessário. Durante a Taça Libertadores de América de 2018, a camisa 12 lhe guardaria muito mais que apenas um lugar no banco de reservas. Caberia ao tempo dizer isso.
Conheci Rubi durante uma palestra que ministrei para o plantel do Iranduba, confesso que entre tantas atletas, o que me chamara atenção foi o fato dela ser a única delas, graduada, conforme ressaltara o presidente da equipe amazonense, João Amarildo. Pouco tempo depois, muito por conta disso, pude conversar com ela sobre gestão de projetos esportivos, um tema sobre o qual ela já despertara interesse, sobretudo para quando deixar para trás a vida de atleta profissional. Paulista de Santo André, Rubi já se acostumou de morar longe da família, ainda assim, não se furta a destacar o orgulho que sua mãe, Cida, sente por suas proezas no esporte. Corinthiana quando criança, cheguei a perguntar para ela, se fazia alguma diferença enfrentar a equipe de sua infância: “Claro que não Zé, até pênalti eu peguei contra elas” sentenciou com um breve sorriso de satisfação. Na verdade, durante o campeonato brasileiro de 2017, Rubi defendeu três pênaltis.
Na Taça Libertadores da América, após a classificação sofrida para a fase semifinal, a equipe do Iranduba acabou sendo eliminada da competição na decisão por pênaltis frente as colombianas do Atlético Huila, que se tornariam campeãs da competição. As atletas brasileiras perderam três cobranças, enquanto as colombianas acertaram todas elas. No dia seguinte, tive a oportunidade de me encontrar com as atletas do Iranduba. Ainda que a tristeza estivesse presente, o entendimento da importância que seria para o esporte local a conquista da terceira colocação da competição sul-americana também estava por lá. Ao sair do gramado para assistir ao treino, vi Maike e Rubi começando seus treinamentos. Pedi para fazer uma cobrança de pênalti para cada uma delas. Cá entre nós, em minha cabeça com resíduos de machismo, pensei comigo: “vai ser moleza”. Diante a titular Maike, chutei no canto, sem chance para ela. Confesso que “fiquei me achando”. O próximo seria para Rubi. Chutei. Sem muito esforço, ela agarrou a bola sem maiores problemas. Quieto, saí sem dar muita importância para o fato rs rs rs.
Eis que chegou o dia 2 de dezembro, na preliminar da final Santos e Atlético Huila, Iranduba e Colo Colo se enfrentaram para decidir a terceira colocação da competição. Com uma atleta a menos, expulsa ainda no primeiro tempo, o Iranduba abriu o placar, mas acabou cedendo o empate para as chilenas. A partida chegava próxima ao seu final, quando o técnico Igor Cearense, certamente orientado por Paulo Galvão, o treinador de goleiras, chamou Rubi para o aquecimento. Seria ela a defensora na disputa por pênaltis. “...Algo sobrou no meu ouvido, acho que foi Deus: você vai entrar e vai pegar...” posteriormente confessou Rubi. Pois é, Rubi não pegou uma. Ela defendeu três penalidades batidas pelas chilenas, sendo que a outra, que bateu na trave, foi em direção ao seu corpo, o que faria a bola ir para as redes, mas, atenta, ela se deslocou evitando o que seria o gol.
Em que pese a grande conquista da medalha de bronze do futebol sul-americano, o maior momento, o de maior vibração de toda competição foi ver um paredão feito de Rubi iluminar a Arena da Amazônia.